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A ÚNICA COISA REALMENTE LIVRE É O PENSAMENTO!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

JORNALISTA

 Jornalistas são profissionais que buscam notícias e informações nas mais variadas áreas e as transmitem ao público através de meios de comunicação como jornais, revistas, televisão, rádio e internet. Mantêm o público informado sobre todos os acontecimentos de interesse coletivo, como os rumos da economia e da política do país e do mundo, as novidades na ciência, nos esportes, na televisão e nas artes, o comportamento de grupos sociais, o dia-a-dia nas cidades. São várias as funções exercidas pelos jornalistas: pauteiro, repórter, chefe de reportagem, editor, redator, assessor de imprensa ou de comunicação social (de órgãos públicos, sindicatos e empresas), divulgador e apresentador de telejornais.
 Quais as características necessárias para ser um jornalista?
Deve ter capacidade de transmitir os fatos com correção, de forma clara e concisa, gostar de ler, saber bem o Português, conhecer outra língua estrangeira, ser sociável, ter capacidade de concentração e boa memória, além de conhecimentos em informática.
 Características desejáveis:
capacidade de comunicação
capacidade de improviso
capacidade de pensar e agir sob pressão
capacidade de síntese
criatividade
curiosidade
desembaraço
espírito de investigação
facilidade de expressão
gosto pela pesquisa e pelos estudos
habilidade para escrever
habilidade para trabalhar em equipe
iniciativa
interesse em adquirir conhecimento em diversas áreas
interesse por formas variadas de comunicação
objetividade
raciocínio rápido
sociabilidade
Qual a formação necessária para ser um jornalista?
Para se exercer a profissão de jornalista não é preciso ter diploma de curso superior, embora existam cursos de comunicação social com ênfase em jornalismo, que ensinam técnicas e métodos de trabalho interessantes. O curso tem duração de quatro anos, com estágio nem sempre obrigatório. Para o sucesso na carreira é necessário um alto interesse por temas atuais e uma cultura geral ampla. Conhecimentos específicos de outras áreas como economia, esportes e história enriquecem muito o currículo. O domínio absoluto da língua portuguesa é imprescindível para garantir um bom futuro na carreira. O mercado vem exigindo cada vez mais capacitação profissional, como o domínio de pelo menos uma língua estrangeira. A preferência tem sido dada a quem investe em cursos de reciclagem ou pós-graduação.
 Principais atividades de um jornalista
As atividades dos jornalistas incluem:
pauteiro: organizar a lista de eventos a serem cobertos e que constituem a pauta do dia;
repórter: entrevistar personalidades públicas ou cidadãos envolvidos em fatos de interesse coletivo; checar informações recebidas de suas fontes, de cidadãos ou de autoridades; investigar denúncias, com ajuda de suas fontes; examinar documentos; escrever, no caso de jornais, ou gravar, no caso de rádio e televisão, reportagens, artigos, colunas e editoriais, com base nas informações a que teve acesso;
chefe de reportagem: chefiar as equipes de reportagem, orientando-as sobre a abordagem que cada assunto deve ter e sobre a forma de obter as informações desejadas;
editores: avaliar reportagens, artigos e colunas que serão divulgados ao público, para verificar a qualidade dos textos, das imagens e a veracidade das informações; dar às reportagens de jornais, revistas, telejornais e programas de rádio o formato ideal para a perfeita compreensão do público;
redator e revisor: revisar textos jornalísticos, eliminando erros de linguagem ou de informação; dar títulos às reportagens, artigos e colunas; fazer legendas para fotos ou ilustrações;
assessor de imprensa: providenciar contatos com meios de comunicação para divulgar atividades de clientes, orientá-los sobre como proceder nas entrevistas e atender jornalistas para responder questões sobre eles.
divulgador: promover seus clientes, geralmente artistas, junto aos jornalistas, produzindo textos informativos sobre suas atividades.
Áreas de atuação e especialidades
Assessoria de imprensa: promove o contato entre imprensa e empresas, clientes, entidades.
Consultoria: Presta serviços de comunicação. Auxilia entidades e empresários na busca de informações de mercado ou mídia.
Reportagem: procura todas as informações sobre um determinado assunto, divulgando para todos os meios de comunicação.
Edição: decide a abordagem de determinada matéria e quais reportagens serão veiculadas
Pauta: orienta na escolha de assuntos que o veículo vai cobrir e designa os repórteres que para a cobertura.
Mercado de trabalho
O mercado de trabalho para jornalistas é muito competitivo. Há grande concorrência entre jovens profissionais e o mercado, que apresenta muito mais oportunidades no setor privado do que no público num país onde o hábito de ler não é muito cultivado, apresenta tendência de crescimento reduzida. Abrem-se mais vagas em São Paulo e Brasília do que no resto do país. No Rio de Janeiro, o mercado apresenta enorme concorrência. Para iniciantes, há demanda por websurfers - pesquisadores responsáveis pelo levantamento de sites e informações de interesse para determinado cliente - e para profissionais mais experientes oportunidades na área de criação e edição de textos para websites. Todavia, por conta da desaceleração dos investimentos nas empresas da chamada nova economia, as oportunidades de trabalho para jornalistas em projetos de internet vêm diminuindo bastante. O setor no momento está estável, e as contratações ou abertura de postos de trabalho são modestas e não acompanham o ritmo de ingresso de novos profissionais no mercado.
 Curiosidades
A invenção da imprensa, por Johannes Genfleisch Gutenberg, em 1442 na Alemanha, possibilitou a impressão de livros e jornais.O primeiro livro imprimido em prensa foi uma edição da Bíblia, em 1455. Com a evolução das técnicas foi possível a inserção de figuras e ilustrações. Em 1486, os franceses começaram a produzir almanaques e revistas, em 1529 foi lançado o que seria o precursor do jornal: folhas soltas, que continham informações e notícias.
Em 1597, ao adotar periodicidade na produção dos exemplares, os suíços introduziram essa característica ao "folhetim". Ao somar as duas especificidades (notícias e periodicidade), em 1605, na Bélgica, foi lançado o primeiro jornal, que se espalhou pela Europa.
No Brasil, em 1747 a imprensa foi proibida pelos portugueses, apenas um ano após ter sido inaugurada no Rio de Janeiro. Com a vinda da família real portuguesa para o Brasil, em 1808 criou-se aqui, a Imprensa Régia, órgão exclusivo do governo. Diante dessa forma de repressão o primeiro jornal brasileiro foi produzido em Londres.
Em 1808 Hipólito da Costa inaugurou o Correio Braziliense, periódico que criticava o governo português, que impossibilitado de proibir sua impressão, aplicava penas a quem o lesse, e determinou a criação da Gazeta do Rio de Janeiro, que divulgava notícias favoráveis ao Reino Português.
Em 1822, com a conquista da independência o Correio Brasiliense foi fechado, 175 edições depois, pelo seu fundador que é considerado o patrono da imprensa no Brasil.
Em 1934 foi fundado o primeiro sindicato dos jornalistas, em Juiz de fora (MG), porém a regulamentação da profissão veio apenas em 1938 e a exigência de diploma de curso superior foi determinada em 1969.

A SOCIEDADE DE CONSUMO E A ESCOLA

Me pergunto, qual será o papel da escola frente a uma sociedade ocidental extremamente consumista? Como as escolas, principalmente as públicas, poderam lutar ou competir com esse mundo de informações e consumo avassalador? Como trazer crianças e adolescentes para a coletividade? Isso se torna mais dificil ainda, pois o que é transmitidos a eles, principalmente  através da mídia, é ser individualista.

As perguntas, muitas delas, no momento parece não ter respostas. Mas com certeza a escola é um importante caminho para a construção não só do conhecimento, mas também da convivência em grupo. Principalmente de formar pessoas mais solidárias, mais conscientes de que somente com a coletividade poderá se construir efetivamente um mundo melhor. Sabemos que cada sociedade sozinha não mudará muita coisa, mas se cada uma fizer uma parte, sentiremos os efeitos das mudanças.

Mas para isso, e necessário também, que os professores tenham essa visão, pois o que ocorre, é que muitos professores se encontram inseridos dentro do sistema consumista e individualista e acaba por transmitir esses valores aos seus alunos. Portanto, a mentalidade  do corpo docente também tem que mudar, tem que ser trabalhada, para a partir daí começarmos um trabalho realmente  inovador e que não seja só maisum projeto bonito somente no papel, como é na maioria dos casos.

A escola não pode ser apenas um lugar de transmissão de conhecimentos, mas sim de construção de uma nova sociedade que tenha como preocupação essencial o ser e não o ter. A verdadeira revolução não se faz com armas, mas sim com ideias.


quinta-feira, 28 de abril de 2011

MINHAS CITAÇÕES

Os políticos fazem campanhas, brigam a "tapas e bocas" pelo voto do eleitor. Eleitos, começam a reclamar da situação que encontram as cidades e os estados. Temos que lembrar que eles foram eleitos não para reclamarem, mas para no mínimo apontar soluções e amenizar os problemas, já que resolver exige uma maior competência. Mas se é para ficar só reclamando não se candidata, fica em casa. Nós agradecemos!

terça-feira, 26 de abril de 2011

AGNOSTICISMO


A identificação do agnosticismo com o ceticismo  filosófico, de um lado, e com o ateísmo religioso, de outro, deu ao adjetivo "agnóstico", de uso muito amplo, uma pluralidade de significados que induz à confusão.
O termo "agnosticismo" apareceu pela primeira vez em 1869 num texto do inglês Thomas H. Huxley, Collected Essays (Ensaios reunidos). O autor criou-o como antítese ao "gnóstico" da história da igreja, que sempre se mostrava, ou pretendia mostrar-se, sabedor de coisas que ele, Huxley, ignorava. E foi como naturalista que Huxley usou do vocábulo. Com ele, aludia à atitude filosófica que nega a possibilidade de dar solução a todas as questões que não podem ser tratadas de uma perspectiva científica, especialmente as de índole metafísica e religiosa. Com isso, pretendia refutar os ataques da igreja contra o evolucionismo de Charles Darwin, que também se havia declarado agnóstico.
Bases históricas. A definição de Huxley viria possibilitar diferentes concepções do agnosticismo. O propriamente filosófico seria o que limita o conhecimento ao âmbito puramente racional e científico, negando esse caráter à especulação metafísica. Tais concepções, que podem ser rastreadas já nos sofistas gregos, tiveram formulação precisa, no século XVIII, nas teses empiristas do inglês David Hume, que negava a possibilidade de se estabelecer leis universais válidas a partir dos conteúdos da experiência, e no idealismo transcendental do alemão Immanuel Kant, que afirmou que o intelecto humano não podia chegar a conhecer o númeno ou coisa-em-si, isto é, a essência real da coisa. O positivismo lógico do século XX levou ainda mais longe essas afirmações, negando não só que seja possível demonstrar as proposições metafísicas mas também que elas tenham significado.
No âmbito religioso, o agnosticismo tem sentido mais restrito. O agnóstico não nega nem afirma a existência de Deus, mas considera que não se pode  chegar a uma demonstração racional dela; essa seria, em essência, a tese de Hume e de Kant, muito embora este considerasse possível demonstrar a existência de Deus como fundamento da moralidade. Por outro lado, já na Idade Média a chamada "teologia negativa" questionava a cognoscibilidade de Deus, se bem que para enfatizar que só era possível chegar a Ele pela via mística ou pela fé. Essa seria uma das bases da "douta ignorância" postulada no século XV por Nicolau de Cusa, e sua influência é visível em filósofos dos séculos XIX e XX, como o dinamarquês SØren Kierkegaard e o espanhol Miguel de Unamuno, os quais, embora admitam a necessidade de um absoluto, não aceitam sua personalização.
Agnosticismo, ateísmo e ceticismo. Como se vê, a rigor não se pode falar de agnosticismo, mas de agnosticismos e, melhor ainda, de agnósticos, já que existe notável variedade tanto no processo intelectual pelo qual se chega às teses agnósticas, como na formulação dessas teses.
Em essência, o agnosticismo emana de uma fonte profundamente racionalista, isto é, da atitude intelectual que considera a razão o único meio de conhecimento suficiente, e o único aplicável, pois só o conhecimento por ela proporcionado satisfaz as exigências requeridas para a construção de uma ciência rigorosa. E isso tanto no caso de doutrina que se mostre claramente racionalista -- é o que ocorre em relação a Kant --, como no caso de filosofias nas quais o racionalismo oculte-se sob a aparência de positivismo ou materialismo.
Como conseqüência, o agnosticismo circunscreve o conhecimento humano aos fenômenos materiais, e rejeita qualquer tipo de saber que se ocupe de seres espirituais, transcendentes ou não visíveis. Não nega -- nem afirma -- a possível existência destes, e sim deixa em suspenso o juízo, abstém-se de pronunciar-se sobre sua existência e realidade e atua de acordo com essa atitude. Nessa ordem de coisas, ainda que admita a possível existência de um ser supremo, ordenador do universo, sustenta que, científica e racionalmente, o homem não pode conhecer nada sobre a existência e a essência de tal ser. É isso que distingue o agnosticismo do ateísmo, pois este nega radicalmente a existência desse ser supremo.
Por outro lado, o agnosticismo se distingue também claramente do ceticismo, que, segundo a formulação clássica do grego Sexto Empírico (século III a.C.), não se limita a negar a possibilidade do conhecimento metafísico ou religioso, mas também a de tudo aquilo que vá além da experiência imediata. Assim, o ceticismo, pelo menos em seu grau extremo, não é compatível com a ciência positiva.
No século XX, "agnosticismo" tende a ser interpretado como um posicionamento diante das questões religiosas. Nesse sentido, costuma-se distinguir entre um agnosticismo em sentido estrito e outro "dogmático": o primeiro sustentaria que é impossível demonstrar tanto a existência quanto a inexistência de Deus; o segundo se manifestaria em favor da primeira, mas negaria que se possa chegar a conhecer alguma coisa a respeito do modo de ser divino. Esta última via é a habitualmente defendida pelos pensadores que postulam um caminho místico ou irracional de abordagem do absoluto.
Fonte: Enciclopédia Barsa.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

CONHECER E PENSAR

Decididamente, pode-se dizer que os humanos se diferenciam do animal que não possui inteligência simbólica pela capacidade que o homem e a mulher têm de pensar e, ao fazê-lo, problematizar o seu entorno físico e cultural.
Entorno físico identifica-se com a natureza natural. O entorno cultural refere-se a tudo o que o humano produz ao ser, estar e agir no mundo. Enquanto o humano interfere naquela realidade natural e a modifica, os outros animais apenas são predominantemente adaptativos ao ambiente em que se encontram.
Um exemplo que ilustra com simplicidade essa constatação é o caso do João-de-barro, o passarinho que, desde que existe na face da Terra, constrói a mesma moradia. Você já viu a casa do joão-de-barro. Se viu, notou que, aquilo que, nele, aparentemente, resulta de uma inteligência simbólica, é, na verdade, produto de uma programação instintiva, da qual o João-de-barro não foge e à qual ele obedece às cegas.
O humano começou morando em cavernas. Mas, ao contrário do João-de-barro, fez choças e cabanas. Passos à frente o levaram a fazer casas de madeira, tijolos e cimento. Atualmente, ele utiliza estruturas sofisticadíssimas para construir todo tipo de moradia: edifícios altíssimos e casas que tentam ser à prova de terremotos e furacões.
Por que o humano progrediu e o João-de-barro, não? Uma pista para respondermos a essa pergunta é o fato de que o homem e a mulher, à medida que iam explorando seu objeto, a casa, eles também iam pensando sobre ele, objeto, e problematizando a arte de fazer casa, coisa que o João-de-barro, até onde sabemos, não dá conta de realizar.
Conclusão: pensar, sentir, problematizar e agir são ações importantíssimas no processo de produzir informações, conhecimentos e saberes.
Fonte: WEB artigos.

terça-feira, 19 de abril de 2011


Estou cansado da demagogia nesse país, onde tudo se explica, digo, se engana, mas nada se resolve!


segunda-feira, 18 de abril de 2011

A EDUCAÇÃO E NÓS

Dificilmente hoje, alunos do ensino médio das escolas públicas estaduais concluem os três anos de estudo e, aqueles que o fazem conquistam um certificado. Entretanto, isso não significa que eles tem o devido conhecimento ou preparo necessário que deveriam ter para um jovem que estudou no mínimo 11 anos (8 no ensino fundamental e 3 no ensino médio). Os problemas que causam essa realidade são muitos. Podemos considerar alguns.

Primeiramente destacamos a contradição entre os discursos e as práticas governamentais. Para os governantes tudo está sempre sendo resolvido e melhorado, mas as escolas continuam com falta de equipamentos, falta de professores e de funcionários, falta de especialistas como orientação, supervisão, bibliotecário, etc.; além das desgastadas e envelhecidas estruturas dos prédios das escolas. Portanto, a realidade vivida por professores e alunos é bem diferente daquelas pronunciadas pelos governos. Só não vê que não quer ver.

Porém, não sou do tipo que acha que a culpa é só do Estado e dos governos. Pois nós professores também somos responsáveis. Muitos estão desmotivados, outros acomodados e alguns num mundo de faz de conta. Sobra uns poucos profissionais que tentam fazer algo diferente, mas acabam esbarrando em outros problemas. A sociedade, infelizmente passou a ver a escola como uma “grande creche”, onde os professores devem cuidar e educar seus filhos. Quero lembrar aos pais que não é bem assim. A escola prima pelo conhecimento e pela formação de cidadãos, a educação básica vem de casa. E, aliás, falta muita educação atualmente entre pais e filhos e, isso acaba refletindo na relação entre professores e alunos no ambiente escolar.

Por último os alunos. Ah! Os alunos. Muitos dos nossos alunos não querem nada com nada, tudo é difícil: estudar, ajudar a escola, etc. Culpa do paternalismo político do nosso país. Claro que é difícil, estudar e trabalhar, quando deveriam estar só estudando. Porém, muitos do que trabalham se fazem de vitimas, querendo tirar vantagens para não fazer o esforço, que é o mínimo que deveria fazer. Outro problema é que fazem da escola um ponto de encontro e não um lugar de troca de conhecimento, de aprofundamento de sua aprendizagem e de seus saberes. Não aproveitam o tempo e o espaço para crescerem como pessoas. E aqueles que tentam são ridicularizados numa total inversão de valores. Como esses alunos sairão do ensino médio? Será que preciso responder. E olha que nem falei da violência, das drogas, etc.

Mas soluções existem, basta querer. É só cada parte do processo que envolve a educação fazer a sua parte. Ao Estado e aos governantes que parem com discursos demagógicos e cumpram suas promessas de realmente investir em uma educação de qualidade e não de faz de conta. Aos professores, que sejam professores, que não se curvem diante de doutrinas políticas, que cobrem de seus alunos, que ensinem, que exijam o que tem que ser exigido, que assumam a responsabilidade do que é ser um professor. Aos pais que incentivem seus filhos ao estudo, que os eduquem, que cobrem, que participem, que elogiem, pois a educação não é uma exclusividade da escola.

E aos alunos eu só peço uma única coisa, que estudem. Isto é, estudante, estuda, não choraminga; estudante, estuda, não lamenta; estudante, estuda e corre atrás; estudante, estuda e não faz de conta; estudante, estuda, lê, pensa, responde, argumenta e adquire conhecimento e com ele se torna livre. Ao contrário será mais um escravo da ignorância, esse câncer social. E partir do momento que tivermos mais estudantes e menos “coitados”, teremos pessoas melhores, mais realizadas e por consequência uma sociedade melhor, menos reclamona e mais ativa.
Professor Fabrício Colombo.

domingo, 17 de abril de 2011

GEÓGRAFO

"Profissional que estuda a Ciência que tem por objeto a descrição da Terra na sua forma, acidentes físicos, clima, produções, populações, divisões políticas etc"

O que é ser geógrafo?
Geógrafos são os profissionais responsáveis por analisar, estudar, conhecer e descrever aspectos da superfície da Terra como o relevo, solo, clima, vegetação, recursos hídricos e também a distribuição das populações. Estudam as relações entre o meio e as comunidades que o habitam. Analisam dados sociais, culturais e políticos de determinados grupos populacionais em uma região ou país, informações que podem ser utilizadas para delimitação de territórios, planejamento de áreas urbanas, manejo dos recursos naturais, implantação de hidroelétricas, pólos industriais, estradas e outras obras que interferem no meio ambiente de maneira geral.

Quais as características necessárias para ser um geógrafo?
O Geógrafo deve ter boa memória e capacidade de raciocínio, para analisar e interpretar aspectos econômicos, físicos e sociais.

Características desejáveis:
capacidade de análise
capacidade de comunicação
capacidade de observação
capacidade de síntese
curiosidade
facilidade para matemática
gosto pela pesquisa e pelos estudos
habilidade para escrever
habilidade para trabalhar em equipe
interesse pelas ciências
raciocínio abstrato desenvolvido
raciocínio espacial desenvolvido

Qual a formação necessária para ser um geógrafo?
Para exercer a profissão de geógrafo é necessário o diploma de curso superior em geografia. Pesquisadores e profissionais de planejamento precisam do diploma de bacharel, cursando apenas as matérias de formação especializada. Pós-graduação é requerida para pesquisadores e professores universitários e muito valiosa para profissionais do planejamento e cartografia. Professores de ensino fundamental e médio precisam da licenciatura que inclui, além das matérias normais, matérias pedagógicas como didática e prática de ensino.

Principais atividades de um geógrafo
Assim como as demais profissões ligadas à área de ciências básicas, os geógrafos podem exercer as atividades de professor universitário, professor escolar e pesquisador. Suas atividades incluem:
realizar estudos em institutos de pesquisa. Por meio de seus trabalhos, estudam a situação do meio ambiente e do país em relação ao desenvolvimento sustentável;
desenvolver programas de cursos a serem lecionados em escolas ou universidades;
dar aulas em cursos de graduação e pós-graduação e em escolas das redes pública e particular, escolas técnicas e cursos pré-vestibulares;
orientar alunos em suas teses nos cursos de mestrado e doutorado;
em atividades de cartografia, levantar informações sobre aspectos físicos de uma região - clima, solo, vegetação, relevo - para elaboração de mapas e cartas geográficas;
em atividades de planejamento, trabalhando em empresas ligadas à área de planejamento urbano, ou atuando junto a prefeituras, secretarias de meio ambiente, parques e institutos de estatística, como o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

Áreas de atuação e especialidades
Ensino: leciona no ensino fundamental, médio e superior.
Planejamento urbano: planeja o crescimento e desenvolvimento de uma determinada região ou município.
Geografia física: estuda os aspectos físicos da Terra, como clima, solo e vegetação.
Geografia humana: interpreta os dados sociais e econômicos de uma população. Planeja a ocupação de áreas urbanas e rurais.
Geopolítica: analisa a relação entre espaço geográfico e a organização econômica, política e social de uma região, país ou bloco de países.
Geoprocessamento: monta banco de dados sobre solo, relevo, recursos hídricos, vegetação, clima e densidade de ocupação de uma região com o objetivo de elaborar mapas e cartas geográficas.
Meio ambiente: estuda os ecossistemas e previne impactos ambientais causados pela ocupação de terrenos. Faz o manejo de bacias hidrográficas.
Planejamento territorial e urbano: organizar espaços urbanos ou rurais para a instalação de pólos industriais barragens e outras grandes obras. Estuda as tendências de desenvolvimento e planeja o crescimento socioeconômico de uma região.

Mercado de trabalho
O mercado de trabalho para geógrafos está apresentando algumas novas oportunidades com a crescente preocupação com o meio ambiente. Os concursos públicos em todo o país não são abundantes. Instituições que sofrem com a falta de profissionais muitas vezes abrem vagas com contrato temporário. O mercado para professores de ensino médio e fundamental está em crescimento, e há uma séria carência de professores de geografia, que ganham salários modestos. Estão em alta as áreas de consultoria ambiental e geoprocessamento (análise e combinação de dados por computador para confecção de mapas e organização de banco de dados). Hoje a lei ambiental é mais rigorosa e exige relatório de impacto ambiental (RIMA) para obras de grande porte, como rodovias, hidroelétricas e instalação de indústrias.

Curiosidades
No Brasil a historia dos geógrafos começou em 1808, quando a família real veio para a colônia e trouxe os engenheiros geógrafos, com o objetivo de estudar o território.
A profissão começou a se fortalecer na década de 30, durante o governo de Getúlio Vargas, quando foram criados o Instituto Geográfico e Cartográfico (IGH), o Conselho Nacional de Geografia e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).
Em 1934 foi fundada a Associação dos Geógrafos Brasileiros(AGB) e se iniciavam os cursos de geografia e história na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP).
No entanto, a profissão só foi regulamentada em 1979, pelo presidente João Baptista Figueiredo, durante o regime militar


sexta-feira, 15 de abril de 2011

O CAPITAL E A DISCRIMINAÇÃO

A discriminação é o combustível do capitalismo, ou melhor, dizendo, a discriminação, é o capital bem investido, que dá muitos lucros. Raciocine comigo, o capitalismo, é um regime sócio-político-econômico, que prega uma escala de prioridades: em primeiro lugar estão os lucros, em segundo o capital, em terceiro a mão de obra, (até porque sem eles, nenhuma dessas escalas existiria). O Capitalismo é aquele regime onde há os poderosos, com seus capitais bem investidos e seus lucros altos, proporcionados por uma massa de trabalhadores, que muitas vezes levam uma vida miserável, e em nada participam desses lucros. O Capitalismo prega enfim, uma linha de evolução única proporcionada pelos não evoluídos, que levam os predestinados à evolução, finalmente a evoluírem, sem se dar conta, de que deles depende a evolução.
Esse conceito se transforma em um pré-conceito, de que os evoluídos são superiores aos não-evoluídos, e, principalmente de que existem realmente os evoluídos e não-evoluídos...Doce ilusão! É essa ilusão de superioridade que nos cega, e nos transforma em uma corja de preconceituosos, que dá origem à intolerância e finalmente a discriminação. A sociedade passa então a pressionar aqueles que não se encaixam na primeira escala de prioridades e muito menos nessa linha equivocada de evolução. Essa pressão se traduz em falta de oportunidades, descrédito, ou simplesmente, falta de educação, saúde, desemprego e principalmente falta de consciência.
A capacidade de julgar um indivíduo seja pela sua posição social, maneira de pensar, de se vestir, pela raça, classe econômica ou até mesmo pela sua opção sexual, não nos compete, aliás, é direito de toda e qualquer pessoa, nascer e viver livre, sem pressões, isso está na declaração dos direitos humanos. Mas, quem respeita isso? Se, no final das contas nos tratamos todos como animais e não como seres humanos? Nossas crianças desde cedo, aprendem a hierarquia de valores, colégio público é pra criança pobre, que não tem onde cair morta, e colégio particular para aquelas que tem a sorte de fazerem parte do clã dos evoluídos; Nossas crianças desde cedo, tem nelas incutido o senso da crítica, do preconceito e da discriminação, geramos nelas não o futuro e sim a repetição do passado! Enquanto não mudarmos nossa maneira arcaica de pensar, rever nossos valores e passá-los às gerações futuras, continuaremos a viver no inferno da violência, do desrespeito e da intolerância!
 Renata Cavalcante Barra

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O QUE É CONHECER

De modo simples, pode-se dizer que "conhecer é elaborar um modelo de realidade" e "projetar ordem onde havia caos" (CYRINO & PENHA, 1992, p. 13). Nesse sentido, três elementos são necessários para que haja conhecimento:

a) O sujeito, que é o ser que conhece;

b) O objeto, aquilo que o sujeito investiga para conhecer;

c) A imagem mental em forma de opinião, idéia ou conceito que resultam da relação sujeito-objeto e que passa a habitar a subjetividade daquele que conhece.

Nesse processo, dado que o humano é pensante-sentinte-comunicante, ele articula sentimentos e pensamentos e os transmite por meio da linguagem simbólica, a qual o diferencia dos demais seres existentes. Essa linguagem pode ser oral ou escrita, verbal ou não-verbal.

Falar, escrever e gesticular seriam maneiras elementares de o sujeito humano produzir e veicular informações, conhecimentos e saberes. As informações ele as registra em suportes materiais palpáveis. O conhecimento ele o apreende em sua subjetividade, de maneira dinâmica para sempre ser reelaborado. O saber são aquelas informações e aqueles conhecimentos que ele, humano, mobiliza para relacionar-se com o mundo, interagir com os semelhantes, com a sociedade, com o universo e com a vida (CHARLOT, 2000).

Por meio da relação sujeito-objeto, da qual resultam informações, conhecimentos e saberes, o humano cognoscente busca compreender, representar e explicar os objetos com os quais convive em sua vida prática e até aqueles que ele imagina possam existir como idéia formal apenas. A isso chamamos conhecimento, esse produto da inteligência simbólica humana por meio da qual o múltiplo ganha uma unicidade, a diversidade recebe certa harmonia e o vazio é preenchido por um sentido, sendo o principal deles o sentido existencial, a razão de ser da vida, o motivo pelo qual o homem e a mulher são, pensam, sentem, julgam, valoram, decidem e agem no aqui-agora de seu ser-estar no mundo.(Fonte: WEB Artigos).

quarta-feira, 13 de abril de 2011

ANARQUISMO

Freqüentemente identificado com a violência indiscriminada e com a negação de todos os valores estabelecidos, o anarquismo, para além dos excessos que possam ter gerado essa caricatura, é no entanto um capítulo de grande importância na história política e social do Ocidente, desde o fim do século XVIII.

Como concepção vital, o anarquismo (do grego ánarkhos, "sem governo") afirma que tudo o que limita a liberdade do ser humano deve ser suprimido. Como movimento político e social, pretende destruir os freios -- religião, estado, propriedade privada, lei -- que, segundo suas teorias, se interpõem entre o indivíduo e sua liberdade, para assim possibilitar a construção de uma vida comunitária livre e solidária.

História. O primeiro teórico moderno do anarquismo talvez tenha sido o inglês William Godwin, que em seu ensaio Enquiry Concerning Political Justice (1793; Indagação relativa à justiça política) antecipou muitas das questões ideológicas que tomariam forma anos mais tarde. Outro antecedente do movimento anarquista foi a "conspiração dos iguais", dirigida por Gracchus Babeuf, pouco depois da revolução francesa. Foi a primeira tentativa de colocar a igualdade real dos cidadãos acima da igualdade política consagrada pela revolução.

O desenvolvimento do anarquismo ao longo da primeira metade do século XIX foi paralelo ao do movimento socialista. Durante muitos anos houve momentos de ação comum entre anarquistas e socialistas, até que os dois campos ideológicos se desvinculassem claramente.

Em 1840, o francês Pierre-Joseph Proudhon publicou Qu'est-ce que la propriété? (Que é a propriedade?), em que aparecia a conhecida frase: "A propriedade é um roubo." Cinco anos mais tarde, o alemão Max Stirner divulgava Der Einzige und sein Eigentum (O indivíduo e sua propriedade), no qual desenvolvia idéias muito semelhantes às de Proudhon.

Depois da morte deste, em 1865, o principal representante do anarquismo foi o russo Mikhail Bakunin, que integrou o movimento à Associação Internacional de Trabalhadores, ou Primeira Internacional Operária, fundada em 1864. A cisão dessa entidade, no Congresso de Haia de 1872, deixou em mãos anarquistas o controle das organizações de trabalhadores em diversos países: Bélgica, Países Baixos, Reino Unido, Estados Unidos e, especialmente, Espanha e Itália, onde só o advento do fascismo foi capaz de destruir a influência anarquista sobre as massas operárias.

Apesar de um aparente ressurgimento nos últimos anos da década de 1960, o movimento anarquista, como organização de massas, não sobreviveu à segunda guerra mundial. Porém muitas de suas teses, como a de que o estado se interpõe entre o ser humano e sua realização pessoal, chegaram a tornar-se triviais entre numerosos pensadores de todo o mundo.

Ideologia anarquista. Segundo o anarquismo, todos os tipos de autoridade -- política, religiosa etc. -- são contrários à liberdade individual e devem por isso ser repelidos e eliminados. Um contrato individual livremente aceito pelos homens asseguraria a justiça e a ordem. Dessa forma, uma infinidade de contratos livremente consentidos geraria um sistema em equilíbrio dinâmico, um sistema federal, em que a solidariedade seria muito superior à obtida nos sistemas baseados na autoridade e na coerção.

Denúncia da falsa democracia. O estado moderno -- afirma o anarquismo -- encontra sua legitimação na ficção democrática do sufrágio universal, que consiste em atribuir a cada cidadão o direito de um voto. Isso cria a ilusão de que o povo governa a si mesmo, quando, na verdade, as múltiplas manipulações do sistema levam à preservação da desigualdade entre ricos e pobres, entre poderosos e usurpados, apesar das aparências de igualdade jurídica. Por isso, o militante anarquista sempre se absteve de votar nas eleições, em cujas virtudes não crê.

Propriedade, liberdade, solidariedade. No início, alguns pensadores anarquistas consideravam a propriedade privada indispensável à liberdade do indivíduo. Mas na evolução das idéias anarquistas chegou um momento, no fim do século XIX, em que triunfou a concepção oposta, sustentada pelo russo Piotr Kropotkin. Segundo ele, a supressão do estado e das instituições opressoras do homem acarretaria também o desaparecimento das desigualdades e o nascimento de uma sociedade nova, na qual -- de acordo com o princípio de Marx -- cada um daria segundo suas capacidades e receberia segundo suas necessidades. Portanto, a liberdade e a solidariedade constituem dois aspectos inseparáveis do mesmo fenômeno humano. São as duas faces de uma mesma moeda e uma não pode existir sem a outra. Na segunda metade do século XX, contudo, houve um renascimento ideológico do anarquismo libertário, que defendia a propriedade privada, em autores como o americano Robert Nozick.

Aperfeiçoamento individual. Os anarquistas têm uma ética muito característica. A convicção de que a sociedade não vai melhorar por ação do estado ou de qualquer outra instituição, e de que na consecução da nova sociedade cabe ao indivíduo um papel primordial, tem como resultado a formação de um forte sentido moral, de um permanente esforço de superação de si mesmo. Não foi por acaso que os movimentos anarquistas do começo do século XX se fizeram acompanhar da criação de ateneus, sociedades culturais e todo tipo de iniciativa para o aperfeiçoamento intelectual dos indivíduos.

Anarquismo na Espanha e na América Latina. Como foi dito, a cisão da Primeira Internacional em 1872 deixou o movimento operário espanhol sob o controle das tendências anarquistas. Seguiram-se anos de intensa atividade política, marcada por episódios de terrorismo e de pressão, particularmente na Catalunha e na Andaluzia.

Durante a ditadura de Miguel Primo de Rivera (1923-1930), a Confederação Nacional do Trabalho (CNT), organização sindical anarquista, foi posta fora da lei. Ressurgiu com força no decorrer da segunda república e sua participação nas eleições de fevereiro de 1936, contrariando a tradição abstencionista do anarquismo, foi determinante para o triunfo da Frente Popular. Durante a guerra civil a CNT passou a fazer parte do governo republicano. Em muitas indústrias catalães e, particularmente, entre os camponeses do baixo Aragão, criaram-se comunas de inspiração anarquista, que constituíram a experiência de maior alcance entre as ensaiadas na Europa ocidental. A rivalidade com os comunistas e a posterior derrota militar da república acarretaram o esmagamento quase total do movimento anarquista.

Na América Latina o anarquismo apareceu no fim do século XIX, vinculado sobretudo à imigração européia, especialmente a espanhola e a italiana. No Peru, na Bolívia e no Chile o movimento anarquista se fortaleceu nas primeiras décadas do século XX, nos setores mineiro e portuário.

Em 1879 apareceram na Argentina as primeiras publicações de caráter anarquista. Com a chegada do italiano Enrico Malatesta, em 1885, e de outros ativistas europeus, o anarquismo recebeu um impulso decisivo. Em 1901 fundou-se a Federação Operária Regional Argentina (FORA), que no ano seguinte ficou sob o controle anarquista e cresceu consideravelmente mais tarde. Mas, assim como no resto dos países latino-americanos, o anarco-sindicalismo viria progressivamente a perder sua influência no movimento operário, primeiro para os socialistas e mais tarde para os comunistas.

Em 1910 os irmãos Ricardo, Enrique e Jesús Flores Magón criaram no México, em torno do periódico Regeneración (editado em Los Angeles, Estados Unidos), um movimento de ideologia anarquista que, embora tenha sido precursor da revolução mexicana, perdeu sua influência com a vitória e a institucionalização desta.

Em Cuba, o movimento operário anarquista, já presente nos anos da luta pela independência, chegou a ser majoritário na Federação Cubana do Trabalho até 1925.

Anarquismo no Brasil. A primeira tentativa de proselitismo anarquista no Brasil data provavelmente da criação em 1889 da colônia Cecília, no município de Palmeira PR, por iniciativa do jornalista e agrônomo italiano Giovanni Rossi, que havia pleiteado ao governo do império o estabelecimento de uma colônia experimental que fosse o núcleo inicial de uma "sociedade nova". Rossi e seus companheiros, que se intitulavam "filósofos ácratas" chegaram, porém, ao Brasil depois de instaurada a república, e tiveram por isso de enfrentar as maiores dificuldades, de vez que o novo regime não reconhecia as concessões de terras antes outorgadas pela monarquia aos estrangeiros.

Natural de Pisa, onde nasceu em 1860, e editor de um periódico em Brescia, Il Sperimentale (O Experimental), Rossi conhecera Carlos Gomes em Milão, por volta de 1888, e foi o músico brasileiro que o animou a dirigir-se a D. Pedro II. Depois de três anos no interior do Paraná, Rossi acabou desistindo da sua experiência, no sentido de instaurar uma comunidade baseada no trabalho livre, na vida livre e no amor livre. Em 1893 abandonou a colônia Cecília para lecionar agronomia em Taquari RS. Transferiu-se depois para Santa Catarina, onde dirigiu a estação agronômica do estado, retornando à Itália em 1907, para retomar sua atividade profissional como vitivinicultor.

Foi, contudo, em São Paulo que surgiram os primeiros anarquistas revolucionários, à época do impulso de industrialização dos primeiros anos da república. Em 1893 eram presos agitadores que se proclamavam partidários dos ideais libertários. E em 1898 registrou-se a morte de um deles, Polinice Pattei, em choque com a polícia.

A imprensa anarquista teve início no mesmo ano, com a publicação de Il Risveglio (O Despertar), em língua italiana, dirigido por Alfredo Mari. Em 1904, apareceu O Amigo do Povo, periódico do jornalista português Nazianzeno Vasconcelos, cujo nome de guerra, Neno Vasco, se tornaria conhecido nos círculos proletários por sua longa pregação doutrinária. Do mesmo ano de 1904 é La Battaglia (A Batalha), semanário e, durante certo período, diário, sob a direção de Oreste Ristori, de origem italiana, o mais ativo e tenaz porta-voz do anarquismo nessa fase inicial do movimento (1904-1912), preso e deportado repetidas vezes, a última em 1935, quando se refugiou na Espanha, vindo a morrer como combatente na revolução.

O anarquismo predominou na luta pelas reivindicações operárias até a formação do Partido Comunista (1922), que se organizou com a cisão do bloco libertário, após o malogro do Partido Comunista Anarquista (1919). As grandes greves de 1917 (São Paulo), 1918 (Rio de Janeiro) e 1919 (Rio de Janeiro e São Paulo) obedeceram ao comando de comitês constituídos por uniões, federações e resistências de hegemonia anarquista, com a simpatia e até o apoio de intelectuais libertários, como Lima Barreto e Fábio Luz, entre outros.

No Rio de Janeiro, destacou-se sobretudo José Oiticica, que se manteve sempre fiel a suas idéias, à frente do periódico Ação Direta, que circulou pela primeira vez em 1929 e de 1946 a 1958, mesmo depois do falecimento do fundador, embora com uma ou outra interrupção.

Além de Oiticica, o anarquismo brasileiro teve dois outros militantes de largo prestígio: Edgard Leuenroth e Everardo Dias, que foram os principais articuladores das greves de 1917, 1918 e 1919.(Fonte: Enciclopédia Barsa).

terça-feira, 12 de abril de 2011

DEMOCRACIA: LIBERDADE E IGUALDADE

Os princípios básicos da democracia são a liberdade e a igualdade. Porém, estes princípios não eram respeitados na íntegra nem pelos gregos antigos, criadores da democracia. De lá pra cá, os princípios democráticos se mantiveram os mesmos, ora evoluindo, ora retrocedendo.

Tendo o nosso país como exemplo, logo perceberemos que nossa democracia é muito incompleta. Vejamos o caso da liberdade, que corresponde aos direitos de ir e vir, de expressão e de escolha. Os dois primeiros são realidades, porém, não somos livres para escolher o nosso direito de participação, se queremos ou não participar do processo político. Trata-se de uma obrigação, portanto, não de um direito, neste caso de escolha. Mas isso ocorre por um motivo muito simples, os cidadãos brasileiros em sua maioria não são qualificados. Se o voto, sendo obrigatório como é, tem pessoas que o negociam, imaginem se ele for livre, vai virar leilão. O que nos falta é consciência e em alguns casos caráter, para compreendermos que o bem comum é mais importante que os benefícios individuais de alguns.

Entretanto, o problema maior de nossa democracia não é a liberdade e sim a igualdade. Nesse aspecto temos muitas dificuldades, desde lei que privilegiam alguns até a total falta de igualdade de condições e oportunidades. Não somos iguais perante a lei como é propagado. Infelizmente as condições socioeconômicas determinam nosso grau de igualdade, assim, como nosso status social: juízes, políticos, militares, promotores, entre outros que possuem fórum privilegiado. Portanto, existem vários fatores de desigualdade entre os cidadãos brasileiros, tanto social como econômico, cultural e de privilégios.

Dessa forma fica claro que nossa democracia é falha. Por que não podemos esquecer que democracia não é só o direito de votar e ser votado. É ter acesso à saúde, ao trabalho, etc. E não podemos esquecer fundamentalmente que é necessário conscientizar o povo, da sua importância numa participação social qualificada no processo democrático. Só que para termos cidadãos mais qualificados, se torna imprescindível uma educação realmente de qualidade, que prepare as pessoas não só para o mercado de trabalho como se prepara um robô, mas para uma vida mais humana, que seja capaz de compreender que o bem comum também lhe proverá o bem individual.
Fabrício Colombo.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

"Quanto menos comes, bebes, compras livros e vais ao teatro, pensas, amas, teorizas, cantas, sofres, praticas esporte, etc., mais economizas e mais cresce o teu capital. És menos, mas tens mais. Assim todas as paixões e actividades são tragadas pela cobiça."
Karl Marx.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS

Infelizmente o nosso país não pode ser considerado um Estado justo. Além da grande injustiça social vigente no Brasil, que não é o caso a ser abordado aqui, perecemos de uma justiça legal, que seja eficaz e realmente puna a quem merecer.

Os romanos já diziam "a lei é dura, mas é a lei". No Brasil "a lei é mole, mas é a lei". E aí está o problema, na legislação que em nome de defender os inocentes é cheia de prerrogativas que impedem que os culpados sejam condenados. E quando os são, todos sabemos que eles não vão cumprir a pena. Mais cedo ou mais tarde, por fulga ou agraciados com as benecies da lei. Benefícios esses que não são agraciados os trabalhadores e cidadãos honestos. Também sabemos que esses apenados em liberdade, vão voltar a cometer os mesmos crimes pelos quais já foram presos e condenados, mas mesmo sabendo são postos em liberdade. Isso, logicamente é uma insanidade, para não dizer burrice. Mas a lei permite.

Não bastando o problema da nossa legislação, que deveria proteger os corretos e punir os maus feitores, os direitos humanos no Brasil ao invés de ajudar, atrapalham. Quero salientar que não sou contra os direitos humanos, principalmente daqueles que trabalham, estudam e se esforçam para construir uma sociedade mais justa e igualitária. Defendo os direitos humanos, daqueles que passam fome, daqueles que ficam atirados nos corredores dos hospitais, dos idosos e crianças abandonados, etc. São esses, que as pessoas defensoras dos direitos humanos tinham que defender, tinham que se preocupar e não com aqueles que matam esses.

Sei que a violência em uma sociedade está intimamente ligada às condições socioeconômicas de sua população, mas enquanto nós, como sociedade, como nação, não conseguirmos atingir uma justiça social mais digna, que com certeza diminuirá a violência, é necessário uma legislação mais eficiente e até mais dura e intolerante em certos casos. Principalmente a crimes e criminosos, sejam eles de colarinho branco ou assassinos. È necessário punir, cortar o mal pela raiz. Afinal, quem está sendo punido atualmente no Brasil com essa nossa legislação branda e leviana? Quem são os privilegiados dessas leis? Os inocentes ou os culpados?
Fabrício Colombo.

FILÓSOFO

"Individuo que estuda a natureza de todas as coisas e suas relações entre si; os valores, o sentido, os fatos e princípios gerais da existência, bem como a conduta e destino do homem"

O que é ser filósofo?
Do grego philos-sophia que significa "amor à sabedoria", Filosofia é a prática de análise, reflexão e crítica na busca do conhecimento do mundo e do homem. Este profissional procura compreender a realidade do mundo natural e da condição humana, questionando valores, significados e projetos, sejam eles pessoais, sejam sociais. Faz isso estudando o pensamento de grandes filósofos e desenvolvendo o senso crítico sobre as diversas realidades que observa. Pode trabalhar em instituições de difusão científica, artística e cultural ou implantar projetos educacionais em escolas.

Quais as características necessárias para ser um filósofo?
É preciso gostar de leitura, de pesquisa e de escrever. É fundamental raciocínio abstrato, espírito investigativo, capacidade de análise e interpretação.

Características desejáveis:
senso de observação
raciocínio abstrato
espírito investigativo
facilidade de argumentar e transmitir idéias
capacidade de análise crítica e imparcial

Qual a formação necessária para ser um filósofo?

Para ser um filósofo é importante um curso superior de Filosofia, a pesquisa aplicada em várias áreas é o principal campo de trabalho dos graduados em Filosofia que precisam, para isso, conhecer dois idiomas, no mínimo, além do português.

Principais atividades de um filósofo
O filósofo dedica-se a investigar e a questionar com profundidade e rigor metodológico a essência e a natureza do Universo, do homem e de fatos e conceitos como pensamento, consciência e razão. Estuda as grandes correntes do pensamento e a obra dos filósofos. Desenvolve pesquisas, dá aulas e presta consultoria em instituições científicas, artísticas e culturais. Também está habilitado a implantar projetos educacionais em escolas e empresas.

Áreas de atuação e especialidades
Crítica - analisa e julga obras artísticas e literárias, escrevendo artigos para jornais, revistas e outros meios. Analisa a sociedade em questões éticas, políticas e epistemológicas.
Ensino - leciona em escolas de ensino médio, com licenciatura. Para o ensino superior, é necessário ter pós-graduação.
Pesquisa - desenvolve estudos acadêmicos sobre diferentes temas nas áreas de lógica, filosofia da ciência, ética, estética, filosofia da arte, da política, entre outros.

Mercado de trabalho
O mercado de trabalho para o filósofo já foi restrito, mas vem se modificando devido ao aproveitamento da função no crescente meio das comunicações e com o aumento do número de entidades de ensino. Há profissionais trabalhando em projetos de urbanização, reforma do ensino, reforma política e etc. Esses fatores geram vagas no setor público e privado. A elaboração de artigos para jornais, revistas e principalmente para a Internet é uma boa fonte alternativa de ganhos. O mercado editorial está em crescimento e a demanda de trabalho na área deve aumentar. A atividade de consultoria tem sido bem recebida pelos executivos que, independente da área em que atuam, sentem necessidade de atualização. Empresas que possuem comissões de ética costumam contratar filósofos para integrá-las. Os concursos públicos são raros, mas há vagas com contrato temporário. O mercado para professores de ensino médio e fundamental também está em crescimento.

Curiosidades
A filosofia ocidental é baseada no estudo de pensadores gregos que viveram nos séculos IV e V aC.: Sócrates, Platão e Aristóteles. No entanto, povos tão antigos quanto os gregos, como os chineses, hindus, persas, índios americanos, hebreus, árabes e africanos já tinham grande cultura e pensamentos filosóficos.
Os chineses, por exemplo, criaram uma filosofia profunda sobre a oposição e a existência das coisas, o chamado Yin e Yang. Entretanto a cultura ocidental incorporou as tradições gregas, e tem uma tese a respeito do pensamento filosófico: teve início no século VI aC. e o primeiro filósofo foi Tales de Mileto.
No século XVIII a filosofia se expandiu, abrangendo vários outros campos, como por exemplo, a filosofia da arte e a da história. Já no século XX surgiram a filosofia da ciência e da linguagem, sendo também estes campos muito amplos de trabalho.

terça-feira, 5 de abril de 2011

A TRADIÇÃO, O CARISMA E AS LEIS

Um dos pensadores mais proeminentes das ciências humanas foi Max Weber (1864-1920). Considerado um dos fundadores da sociologia, sua vasta obra é composta por estudos sobre vários temas sociais. Aqui, será abordado um tema de importância crucial para o entendimento da legitimidade da autoridade política.
Que razões predispõem um grupo social, uma comunidade ou uma sociedade composta por um conjunto de indivíduos ou cidadãos a reconhecer como legítima a autoridade detentora do poder político e a obedecer a seus mandos e ordens? O sociólogo alemão sustenta que existem somente três tipos de dominação legítimas: a tradicional, a carismática e a legal.

A autoridade política tradicional

A dominação tradicional se assenta na crença cotidiana da santidade das tradições e costumes vigentes desde muito tempo. Segundo essas tradições, quem detém a autoridade política é chamado de senhor ou patriarca. Os que estão sob suas ordens são considerados súditos.
A obediência dos súditos ao senhor é baseada na devoção aos hábitos costumeiros. A tradição determina o conteúdo das ordens e os limites do poder da autoridade política. Mas, em geral, deixa espaço para o arbítrio do senhor e permite que ele tome decisões de acordo com sua vontade pessoal.
A dominação tradicional corresponde às formas pré-modernas de agrupamento social. Suas variações mais comuns são os sultanatos árabes, os principados feudais e as comunidades tribais africanas.

A autoridade política carismática

Seu esteio é a devoção afetiva ou veneração à pessoa portadora de dotes relacionados com feitos mágicos ou sobrenaturais, revelações, heroísmo, poder intelectual ou oratória. O carisma pode ser considerado uma qualidade pessoal incomum que predispõe seu dono a exercer algum tipo de liderança.
Os que obedecem ao líder carismático são chamados de seguidores ou apóstolos - e o fazem em razão da devoção puramente emotiva. Esse líder aparece como o grande profeta, o sábio, o herói guerreiro e o demagogo.

Juazeiro e Canudos

Historicamente, a dominação carismática tem sido fonte de grandes transformações sociais. No Brasil, inúmeros movimentos e revoltas armadas foram provocados por líderes desse tipo.
No período da Primeira República destacam-se os movimentos messiânicos (de caráter religioso) promovidos pelos beatos Padre Cícero, que comandou a revolta de Juazeiro (1911), e Antônio Conselheiro, que chefiou a revolta de Canudos (1896).
De todas as formas de dominação, a carismática é a mais instável e transitória. A obediência dos dominados se mantém apenas enquanto durarem as qualidades excepcionais da autoridade política - enquanto subsistir o carisma. Quando ele acaba, a crença na legitimidade da autoridade política é seriamente abalada.

A autoridade política legal

Também conhecida como dominação burocrática, ela se assenta na aceitação, por parte dos dominados, das normas e estatutos que foram criados e podem ser modificados mediante regras formais.
A legitimidade da dominação legal se fundamenta no direito, isto é, nas leis. São elas que estabelecem as regras para a nomeação da autoridade política e fixam a competência e os limites do seu poder de mando e obediência.
Os que obedecem são considerados cidadãos. Os cidadãos obedecem à pessoa que detém o poder de mando em virtude das leis que lhe outorgam autoridade.

Burocratização inevitável

O Estado moderno, com sua extensa estrutura burocrática (polícia, forças armadas, repartições administrativas), funciona com base na dominação legal, que predomina no mundo atual. Os quadros de funcionários públicos são selecionados por um critério racional com base em exigências de qualificação e competências profissionais.
O ideal do profissional que ocupa um cargo burocrático é a "disciplina do serviço". A burocracia é o modo mais eficiente para a execução de serviços rotineiros que caracterizam a estrutura administrativa do Estado moderno.
A burocratização é um processo "inexorável". Weber a concebe como inevitável e crescente, em razão de sua adequação ao padrão de sociabilidade característico da modernidade.
Mas a estrutura político-administrativa do Estado não conta apenas com burocratas para os serviços especializados. Nas democracias modernas, os cargos mais elevados da administração pública são preenchidos pela seleção de representantes em eleições periódicas: prefeitos, vereadores, governadores, senadores e presidente. Também há os que são nomeados para cargos de confiança.

Comando político

De acordo com Weber, a burocracia é acéfala: ela deve, portanto, ter um comando político que oriente suas atividades. Os burocratas pertencentes a um determinado órgão não se questionam por que desempenham tal tarefa, nem avaliam sua importância ou finalidade. Orientam-se por regras hierárquicas, códigos disciplinares e objetivos predefinidos.
A interferência da política na esfera burocrática pode ser benéfica. Ela equilibra a racionalidade inerente ao aparato burocrático e o orienta para que possa se prestar à consecução de outros objetivos.
É preciso salientar que sociedades lidam com esse problema de modos diversos. Se compararmos países como França, Brasil e Estados Unidos, poderemos notar que a questão dos cargos políticos nos órgãos estatais e governamentais recebe tratamento diferenciado.
Renato Cancian

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A JORNADA DE TRABALHO NO CAPITALISMO

“Que é uma jornada de trabalho?” De quanto é o tempo durante o qual o capital pode consumir a força de trabalho, cujo valor diário ele paga? Por quanto tempo pode ser prolongada a jornada de trabalho além do tempo de trabalho necessário à reprodução dessa mesma força de trabalho? A essas perguntas, viu-se que o capital responde: a jornada de trabalho compreende diariamente as 24 horas completas, depois de descontar as poucas horas de descanso, sem as quais a força de trabalho fica totalmente impossibilitada de realizar novamente sua tarefa. Entende-se por si, desde logo, que o trabalhador, durante toda a sua existência, nada mais é que força de trabalho e que, por isso, todo o seu tempo disponível é por natureza e por direito tempo de trabalho; portanto, pertencente à autovalorização do capital. Tempo para educação humana, para o desenvolvimento intelectual, para o preenchimento de funções sociais, para o convívio social, para o jogo livre das forças vitais físicas e espirituais, mesmo o tempo livre de domingo – e mesmo no país do sábado santificado – pura futilidade!

Mas em seu impulso cego, desmedido, em sua voracidade por mais-trabalho, o capital atropela não apenas os limites máximos morais, mas também os puramente físicos da jornada de trabalho. Usurpa o tempo para o crescimento, o desenvolvimento e a manutenção sadia do corpo. Rouba o tempo para o crescimento, o desenvolvimento e a manutenção sadia do corpo. Rouba o tempo necessário para o consumo de ar puro e luz solar. Escamoteia tempo destinado às refeições para incorporá-lo onde possível ao próprio processo de produção, suprindo o trabalhador, enquanto mero meio de produção, de alimentos, como a caldeira, de carvão, e a maquinaria de graxa ou óleo.

[...] Em vez da conservação normal da força de trabalho determinar aqui o limite da jornada de trabalho é, ao contrário, o maior dispêndio possível diário da força de trabalho que determina, por mais penoso e doentiamente violento, o limite do tempo de descanso do trabalhador. O capital não se importa com a duração de vida da força de trabalho. O que interessa a ele, pura e simplesmente, é um maximum de força de trabalho que em uma jornada de trabalho poderá ser feito fluir.

A produção capitalista, que é essencialmente produção de mais-valia, absorção de mais-trabalho, produz, portanto, com o prolongamento da jornada de trabalho, não apenas a atrofia da força de trabalho, a qual é roubada de suas condições normais, morais e físicas, de desenvolvimento e atividade. Ela produz a exaustão prematura e o aniquilamento da própria força de trabalho. Ela prolonga o tempo de produção do trabalhador num prazo determinado mediante o encurtamento de seu tempo de vida.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A FALTA DE PROFESSORES: O DISCURSO E A PRÁTICA

A crônica falta de professores na rede pública estadual do RS não é novidade. É um problema social crítico que se arrasta há anos e nenhum governo consegue resolver. Mas de fato, algum tentou?

Os governos alegam que muitos professores se aposentam, outros estão em licença médica, gestante, etc. Mas isso acontece em todos os setores. Afinal, as pessoas não são eternas. Elas se aposentam, ficam doentes entre tantos outros motivos.

O problema é que o governo não diz que muitos professores se exoneram para ir trabalhar nas redes municipais ou em outros lugares, onde os salários são maiores e as condições de trabalho melhores. E aí não se pode reclamar, isto é lei de marcado do modelo capitalista em que vivemos. Qual profissional não irá trabalhar onde se oferecem as melhores condições e salários. Outro problemas é que o Estado faz concurso e não nomeia os aprovados. Afinal, os contratados saem mais baratos aos cofres públicos do que os nomeados.

E o discurso dos governantes é que a educação é prioridade. Balela! Que prioridade? Se esses discursos sempre esbarram na alegada falta de dinheiro, que não falta para o legislativo, para o judiciário, para as negociatas políticas e corrupções. Já sei, os poderes são independentes, mas quem paga a conta de todos é um só: a sociedade. Essa mesma sociedade que infelizmente, também não valoriza a educação e quem nela trabalha.

E o que vemos na prática: escolas de latas, escolas sucateadas, depredadas, falta de funcionários e professores, sem falar nos materiais didáticos. E ainda por cima os governos e especialistas dizem que os professores têm que se atualizar. Mas não diz que quando um professor quer fazer uma pós-graduação ou se aperfeiçoar necessitando reduzir algumas horas para se dedicar aos estudos, recebe um sonoro Não destas mesmas pessoas que em público defendem o estudo e a especialização do professor.

Assim, fica evidente, que os problemas da educação estão longe de serem resolvidos, pois na real não é prioridade, pois é bem mais fácil enganar os ignorantes com discursos pomposos que não são realizados na prática.
Fabrício Colombo.

GREVE POLÍTICA E A GREVE POR DIREITOS

A greve pode ser definida como a abstenção (ou interrupção) organizada e simultânea do trabalho levada a efeito por um grupo ou a totalidade dos trabalhadores pertencentes a uma categoria profissional ou a um local de trabalho. Historicamente, a greve tem sido a prática mais difundida e direta da ação reivindicatória dos trabalhadores perante os empregadores.
A palavra greve originou-se do francês grève, que é o nome dado a uma praça de Paris, localizada às margens do rio Sena. A chamada de Place de Grève era o local onde desde o final do século 18 os trabalhadores e os desempregados se reuniam para fazer reivindicações.
A greve é sempre uma ação coletiva e sem dúvida alguma o fenômeno social que melhor expressa o conflito e a luta de classes na sociedade moderna. Distintamente de outras formas de protesto coletivo dos trabalhadores, a greve bloqueia a produção e com isso tende a forçar uma negociação entre as partes envolvidas na relação capital/trabalho.
Os movimentos grevistas se tornaram a forma predominante de luta reivindicatória à medida que os trabalhadores adquiriram maior consciência de classe. A greve em si tem sido um importante meio, já que a participação nas paralisações possibilitou aos trabalhadores se reconhecerem como iguais, como uma classe social em oposição à outra.

Conceitos de greves
A greve é um fenômeno social tipicamente moderno que surge no âmbito do modo de produção capitalista e avança após a Revolução Industrial, porém suas características têm mudado. De modo geral, se levarmos em consideração a história da maioria dos países europeus ocidentais industrializados podemos vislumbrar duas fases distintas dos movimentos grevistas: a greve por direitos e a greve política.

Greve por direitos
Até o final do século 19, as greves tinham o caráter de serem movimentos reivindicatórios em defesa ou luta por melhores salários e/ou condições de trabalho. Até este período, portanto, as greves apresentavam reivindicações que tratavam de problemas e demandas de interesse único e exclusivamente dos trabalhadores.
Salário, condições do ambiente de trabalho, vantagens materiais e o reconhecimento ou aplicação prática de alguns direitos eram questões predominantes na luta dos trabalhadores, principalmente do operariado urbano.

Greve política
Entre o fim do século 19 e início do século 20, os movimentos grevistas europeus se converteram em importantes instrumentos de reivindicação política. É claro que os conflitos com o patronato e as questões de interesse dos trabalhadores continuaram sendo importantes fatores causadores das greves, mas agora as demandas mais amplas ganham importância central.
Essa mudança do caráter da greve foi estimulada pela ascensão das ideologias de esquerda, particularmente pelas idéias e doutrinas socialistas e anarquistas. Gradualmente, os trabalhadores procuraram através das greves conquistarem mais direitos que beneficiaram a sociedade.
O Estado e o governo foram pressionados a adotarem políticas econômicas e sociais que beneficiaram a população como um todo. Demandas propriamente políticas também entraram em cena, como, por exemplo, a luta pela extensão do voto popular (sufrágio universal).
Renato Cancian