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A ÚNICA COISA REALMENTE LIVRE É O PENSAMENTO!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A FORMAÇÃO DO CIDADÃO NAS SOCIEDADES ANTIGAS

Neste vídeo informações sobre a origem da palavra política e um breve relato sobre a formação do homem nas sociedades antigas.
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/diadia/arquivos/File/conteudo/objetos_de_aprendizagem/2010/sociologia/platao.swf

CIBERBOOLING

O Cyberbullying é uma prática que remete a hostilização do próximo por meio de tecnologias da informação. Envolve o fortalecimento de comportamentos nocivos, maldosos e repetidos contra uma pessoa.
Sabemos que o termo “bullying” designa uma ação de violência física, psicológica e de perseguição hostil contra uma pessoa, é uma prática muito comum nas escolas. O termo “cyber”, popularmente, refere-se ao uso virtual de meios digitais como a internet. Associando os significados, o “cyberbullying” é praticar bullying pela internet, celular e demais dispositivos tecnológicos.
É ridicularizar alunos, professores, amigos e desconhecidos perante a sociedade virtual. Pelo celular é praticado por meio de torpedos; na internet os praticantes de cyberbullying atuam via e-mail, blog, fotologs e redes sociais.
A prática reúne ações de discriminação não identificadas, porém a legislação do crime da internet possibilita a quebra de sigilo de trafego da internet e o praticante de cyberbullying pode ser descoberto.
Entre as mídias sociais, as mais populares são o principal local para o cyberbullying. Já é comum encontrar ultrajes no Orkut, no Facebook, no Twitter e em mensagens pelo MSN. Há vários relatos no Brasil e no exterior, de adolescentes que entraram em estado depressivo a ponto de se suicidarem após sofrerem, por meio de mensagens eletrônicas, discriminação e diversas ofensas.
Esse problema tem sido discutido em nível mundial não somente pelas autoridades, mas também pelas famílias dos jovens e professores.  Trata-se do uso da tecnologia da informação para , de forma covarde, ameaçar, humilhar e intimidar uma pessoa.
Nas mídias sociais há comunidades que possuem o objetivo de ofender e xingar pessoas por meio de palavras de baixo escalão e de fotos manipuladas. No Rio de Janeiro, a Delegacia de Crimes Virtuais considera a prática como um conjunto de crimes contra a honra, considerada uma forma de injúria (ofensa) e calúnia (acusação injusta).
Se o praticante de cyberbullying for menor de idade poderá responder de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, podendo sofrer desde uma advertência até internação em centro de recuperação. A escola só é responsabilizada se a prática partir do ambiente escolar.
Sob decisão judicial há casos em que a vítima pode receber das empresas detentoras dos sites de relacionamento uma quantia em dinheiro referente ao pagamento de danos morais sofridos.
Fernando Rebouças.


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

COTIDIANO

CABELEIREIRO

O cabeleireiro é o profissional que cuida da beleza e vitalidade dos cabelos de seus clientes, sejam eles homens ou mulheres. Por meio de escovas, aplicação de cremes, químicas, tinturas (caso se deseje mudar a coloração) e da tesoura, para mantê-los sempre no tamanho e estética ideal, buscando o melhor resultado para agradar aqueles que o procuram.
Quais as características para ser cabeleireiro?
 Para tornar-se um bom cabeleireiro, é necessário ter bastante interesse por estética e estar sempre ligado às novas tendências de cortes, tinturas e cremes para compreender o gosto do cliente e sugerir novas idéias.

Características desejáveis:
bom senso estético
habilidade para lidar com objetos pontiagudos
boa visão
capacidade de concentração
 detalhista
buscar sempre a perfeição
 boa capacidade de comunicação, para interagir com o cliente e saber o que ele realmente deseja
manter-se sempre atualizado das novas tendências
Qual a formação necessária?
 A profissão de cabeleireiro é um caso típico onde o exercício e a prática, acabam formando o profissional, da mesma forma que em outras profissões da área estética, como maquiador e manicure. Apesar disso, é importante ressaltar que o cabeleireiro deve sempre se atualizar em cursos (workshops de beleza), pois grande parte dos salões só permite a admissão de cabeleireiros que tenham um curso profissionalizante na área, eles duram em média um ano e dão noções técnicas das principais funções como corte, coloração, alisamento, relaxamento, entre outros. Além disto, há os cursos de atualização e aperfeiçoamento do profissional, muito importantes para aquele que deseja se destacar entre os demais, atraindo uma maior clientela, que são:
Cursos de alisamento e relaxamento, com duração média de 3 horas/aula
Cursos de aplicação de "mega hair", que consiste no alongamento dos fios, dando a impressão de cabelos mais compridos, com duração de 1 aula
Escova progressiva e definitiva, também com duração de 1 aula
 Tratamento capilar, com recuperação de fios opacos e quebradiços, com média de 3 aulas
Curso completo de escova, ministrado em 10 aulas
Curso intensivo de corte e escova, em 12 aulas
Coloração, mechas e descoloração, com 10 aulas em média
Assim, o profissional pode se tornar mais capacitado para as mais variadas exigências dos clientes. As feiras de beleza (beauty fairs) também são ótimas opções para se inteirar das novidades cosméticas, com relação a novos cremes, técnicas de escova, alisamento e coloração. Este é o diferencial que vai chamar a atenção daqueles que procuram seus serviços, tornando-os clientes fiéis e satisfeitos.
Principais atividades de um cabeleireiro
Entre suas atividades diárias estão:
corte de cabelo
 coloração
alisamento, para deixar cabelos crespos e ondulados como lisos
permanente, para obter o caminho inverso, conseguindo tornar cabelos lisos em ondulados
 hidratação, por meio de cremes específicos e de "touca térmica", conhecida entre os cabeleireiros
escova, modelando os cabelos da maneira que o cliente deseja
luzes, mechas e reflexos
 enxágüe dos cabelos após o corte ou tintura
 secagem
Áreas de atuação e especialidades
Os cabeleireiros podem atuar como autônomos, trabalhando em suas casas e recebendo os clientes. Porém, grande parte deles trabalham em salões de beleza. Alguns abrem seu próprio salão de beleza, formando uma equipe com outros cabeleireiros, manicures, maquiadores e esteticistas, facilitando uma maior captação de clientes ao oferecer mais serviços em um só lugar.
Mercado de trabalho
O mercado de trabalho dos cabeleireiros é exclusivamente do setor privado e é bastante competitivo, por depender da qualidade de seus serviços, visando atrair mais clientes. Uma área que cresce bastante é a dos salões de beleza, que agregam vários serviços estéticos em um só lugar. Assim, o cliente acaba conhecendo mais de seus serviços e tornam-se clientes cativos do salão, pois, se for bem gerenciado e administrado, terá tudo o que ele precisa na área estética. Além disso, é uma opção segura de remuneração, ao passo que o autônomo depende exclusivamente da alta freqüência para conseguir o lucro, mesmo em períodos de diminuição da demanda. Com a forte tendência pelos cabelos lisos hoje em dia, os cabeleireiros que mais se especializam nesta técnica que inclui alisamento, hidratação e relaxamento, através de cursos e workshops, acabam se destacando mais e sendo melhor remunerados pelo serviço. Assim, o cabeleireiro deve sempre se manter informado das novas tendências, visando se especializar no que está em alta na moda, para que seja mais procurado e cobiçado pelos clientes.Assim, a medida em que trazem mais inovações técnicas de tratamento dos cabelos, conquistam mais facilmente seu lugar no mercado de trabalho.
Curiosidades
Desde os tempos antigos, a maneira de arrumar os cabelos denota uma civilização, com seus diferenciados sensos estéticos e gostos. Nos tempos da antiga Assíria, região do atual Oriente Médio, os cabeleireiros tornaram-se famosos pelos seus penteados, por cortarem o cabelo dando-lhe a forma de uma pirâmide egípcia, por exemplo.
 No mundo ocidental, e mais especificamente no Brasil, a evolução das maneiras de cortar o cabelo, diversificando e popularizando a profissão de cabeleireiro, não foram diferentes. Nos anos 40, época em que começaram a surgir as primeiras cabeleireiras do sexo feminino, uma vez que grande parte dos homens alistavam-se na Segunda Guerra Mundial, era comum o uso do turbante, caracterizando uma moda tipicamente influenciada pelo contexto histórico. Na época, os produtos capilares eram escassos, pela baixa tecnologia e devido à guerra.
Nos anos 50, tornou-se comum o uso de reflexos nos cabelos, deixando-os mais claros e brilhantes. Nesta mesma época, era comum o estilo de penteado, influenciado por atrizes do cinema americano, conhecido como helmet (capacete), quando o cabelo era ajustado exatamente ao formato da cabeça fixando-o, com o uso de laquês. Passando para os anos 60, popularizou-se o uso dos chapéus, laços e dos fixadores de cabelo, modelando-os da maneira desejada, muitas vezes com franjas à mostra, modeladas com secador.
 Com a eclosão dos movimentos jovens nos anos 60 e 70, os cabeleireiros passaram a fazer os cortes "black power", "punk" e "rastafari", que muitas pessoas usam até hoje. Nos anos 80, foi a vez dos permanentes, bastante cacheados e volumosos, virarem moda entre as pessoas, influenciadas pelo cinema e novelas.
Nos dias de hoje, com a globalização e o desenvolvimento da mídia, a velocidade da informação aumentou muito. Os centros da moda como Paris, Londres, Milão, Nova Iorque e Tóquio lançam duas coleções por ano, fazendo com que não haja apenas uma moda, mas tendências, em intervalos de tempo cada vez mais curtos. Porém pode-se ressaltar o uso cada vez mais freqüente do alisamento definitivo dos cabelos, que busca aproximar-se do natural, deixando-os com o mínimo de volume, muito desejado nos dias de hoje.
Fonte: Brasil Profissões.


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

CASAMENTO

 …E eles foram felizes para sempre?
Desde nossa infância quantas vezes já ouvimos falar de casamento? É comum, sobretudo entre as meninas, o sonho de se casar, entrar na igreja decorada com flores, vestidas de branco e ser entregues a um lindo príncipe encantado que sairá em disparada em seu garboso cavalo. Mas será isso mesmo? Será que o significado de casamento se encerra aí? Melhor, será que esse conceito, tirado dos inocentes contos de fadas se aplica, em algum aspecto, á realidade?
 O primeiro casamento na humanidade
O casamento é uma tradição milenar, cujos relatos antecedem à era de Cristo. Se tomarmos o conceito de casamento como a união estável entre duas pessoas que se juntam com o intuito de constituir uma família, podemos atribuir á bíblia o relato do primeiro casamento.
Está no primeiro livro da bíblia, o Gênesis, do antigo testamento o relato da primeira união entre um homem e uma mulher, Adão e Eva, que foram colocados, por Deus, no jardim do Éden com a finalidade de procriar e povoar a Terra.
 Conceito
O termo casamento é uma junção da palavra casar, que significa juntar, unir, pôr em par, e da terminação mento. Para a língua portuguesa casamento é um substantivo masculino e significa o “ato solene de união entre duas pessoas de sexos diferentes, capazes e habilitadas, com legitimação religiosa e/ou civil” (AURÉLIO, 2005).
Considerando o contexto de diversidade cultural, religiosa e sexual no qual nos inserimos atualmente, podemos buscar um conceito mais amplo e moderno que considera por casamento a união estável: legal ou não; religiosa ou não; entre pessoas de sexos opostos ou não, mas que tenha como objetivo possibilitar o convívio diário de dois indivíduos, sob o mesmo teto, constituindo-se em uma relação de afeto e amor.
Alguns tipos de casamentos
- Casamento avuncular – Casamento de sobrinha com seu tio materno.
- Casamento bilateral – Casamento entre primos cruzados bilaterais, ou seja: casamento do filho ou filha da tia com filho ou filha do tio.
- Casamento matrilateral - Casamento com a filha do irmão da mãe
- Casamento patrilateral – Casamento com filha de irmã do pai.
- Casamento branco – Aquele em que não foi concebido o ato sexual.
- Casamento civil – Casamento validado por um juiz.
- Casamento religioso – Casamento celebrado na presença de uma autoridade religiosa, e que em alguns países tem efeito jurídico.
- Casamento nuncupativo – Casamento celebrado oralmente, sem mais formalidades que a presença de seis testemunhas, por haver motivo que justifique a imediata realização do ato.
- Casamento putativo - Casamento nulo ou anulável, mas contraído de boa-fé por ambos os cônjuges ou por um só deles.
- Casamento de polaco – Matrimonio celebrado entre colonos poloneses, ou seus descendentes, que dura no mínimo três dias, com muita dança e comida farta, quando os noivos angariam dinheiro por meio de várias brincadeiras.
O casamento no Brasil
No Brasil a instituição casamento já esteve em alta e em baixa. Desde o início de nossa história até meados do século XX o casamento era o bem mais desejado por qualquer moça, fosse de origem rica ou pobre, fosse de família ou mesmo de vida fácil. O motivo? Herdeiros de uma cultura européia religiosa e tradicional onde a mulher é vista como reprodutora (mãe), esposa, dona de casa e nada mais há que se compreender o desespero dos pais ao encaminhar suas filhas, que nem bem entravam na puberdade, para o casamento. Desespero maior ainda era o daquelas que ficavam “pra titia” ou “encalhadas” – termo usado pejorativamente em relação às moças que cruzavam a linha dos 18 ou 20 anos sem se casar.
A partir do final do século XIX, com a introdução, no Brasil, do Capitalismo e a conseqüente procura por mão-de-obra as mulheres foram pouco a pouco buscando novos horizontes e o casamento já não era mais encarado como a única alternativa digna.
A mudança dessa perspectiva do casamento como filosofia salvacionista das mulheres, se deu mais fortemente após os anos 1950 e 1960, com a difusão do movimento feminista no Brasil.
 O casamento segundo a legislação
Seguindo o rastro da legislação brasileira encontramos as primeiras mudanças efetivas em relação ao casamento na década de 1960, com a criação do Estatuto da Mulher Casada, aprovado por meio da Lei 4.121 de 1962. Apesar disso as alterações perceptíveis começam a acontecer somente após a década de 1970 com a legalização do divórcio no Brasil, através da promulgação da Lei 5.115 de 1977. A partir da década de 1970 o número de separações legais vem crescendo ano após ano e com a aprovação da Constituição federal de 1988, que torna o processo de divórcio muito menos burocrático esses dados cresceram ainda mais.
Uma outra mudança significativa em relação ao casamento se deu em 2002, com a aprovação da Lei 10.406 que altera o código civil. A partir da vigência dessa lei as uniões informais estáveis passaram a ter status de casamento.
Rosalina Rocha Araújo Moraes


terça-feira, 27 de setembro de 2011

COTIDIANO

ALEGORIA DA CAVERNA

A Alegoria da Caverna é o texto mais conhecido de Platão, que levanta muitas questões sobre a realidade, conhecimento, etc.
Na história, dois homens prisioneiros estão acorrentados numa caverna, virados de costas para a abertura, por onde entra a luz solar. Eles sempre viveram ali, nesta posição. Conheciam os animais e as plantas somente pelas suas sombras projetadas nas paredes. Um dia, um dos homens consegue se soltar, e vai para fora da caverna. Fica encantado com a realidade, percebendo que foi iludido completamente pelos seus sentidos dentro da caverna. Agora ele estava diante das coisas em si, e não suas sombras. Diante do conhecimento. Retornou para a caverna, e contou para o companheiro o que havia visto. Este não acreditou, e preferiu continuar na caverna, vendo e acreditando que o mundo é feito de sombras.
Para Platão, as coisas que nos chegam através dos sentidos (tato, visão, audição, etc), são apenas as sombras das ideias. Quem estiver preso ao conhecimento das coisas sensíveis apenas não poderá alcançar o mundo das ideias, ficando como o prisioneiro.
Lucas Martins


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

CANIBALISMO

Canibalismo  é o ato de consumo das partes de um indivíduo da mesma espécie. Tal prática era encontrada em várias comunidades e tribos ao redor do mundo como África, América do Sul, América do Norte, Antilhas e Pacífico Sul.
O povo asteca sacrificava prisioneiros de guerra para refeições de prática de exofagia. A exofagia era o canibalismo praticado com indivíduos de outras tribos. Ingerir partes de um indivíduo do mesmo grupo ou família é endocanibalismo.
Nas ilhas de Fiji, região do Pacífico, os líderes das tribos comiam a carne de indivíduos considerados especiais na sociedade em que viviam. No Brasil, o canibalismo tupinambá consumia carne humana por ser doce e saborosa e por vingança ao inimigo. Na era do descobrimento, tribos indígenas brasileiras comiam o inimigo por vingança, não buscavam pessoas fracas ou covardes como alimento.
O canibalismo no Brasil acabou através do trabalho de catequese, nos dias de hoje, os Ianomâmis comem as cinzas de um amigo já falecido como símbolo de respeito e consideração. Nas antigas guerras indígenas da Amazônia, quem matava o inimigo adquiria uma imagem de corajoso e forte, e o capturado era visto como mera parte da tribo.
No cinema, o canibalismo ficou caracterizado em filmes de terror e em aventuras que ocorriam na África selvagem, principalmente em histórias filmadas até os anos 40, em que o europeu se destacava perante uma tribo primitiva num ambiente que descrevia o clima de neocolonialismo do início do século XX, e a superioridade do branco europeu.
Fernando Rebouças


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

POSSIBILIDADES DE TEXTO E ESCRITA NA INTERNET

Ao longo dos anos, professores e alunos estiveram “presos” ao livro didático, como uma das poucas formas acessíveis como material a ser utilizado em sala de aula; claro que, não esquecendo do velho quadro negro. Nos últimos anos, principalmente, a última década ocorreram mudanças nessa estrutura, principalmente no que se refere ao avanço da informática: primeiro o computador e depois a Internet.
            As possibilidades de uso da mídia impressa na educação são incontáveis. Os recursos tecnológicos nos possibilitam formatar jornais escolares, revistas, planfletos. Os meios eletrônicos através da internet por sua vez, nos possibilitam a publicação de textos escritos em blogs e em redes sociais, como também realizar pesquisas para a produção de texto.
            Aliás, a  produção de texto é fundamental na evolução da aprendizagem dos alunos, assim como a leitura. Uma coisa está intimamente ligada a outra. Quem tem o hábito da leitura, irá escrever bem melhor do que aquele não tem esse costume. É de suma importância para a formação do aluno e para a transmissão do professor que seus educandos tenham um bom entendimento daquilo que estão lendo e saibam se expressar através da escrita, que continua sendo a forma mais importante de avaliação. Pois é através da escrita do aluno que ele se comunica com seus professores; principalmente, no que se refere a transmissão de sua aprendizagem. Apenas os meios estão se transformando, mas a essência ainda é o talento humano.
            É evidente  que para usar esses novos meios,  as escolas tenham que ter esses recursos: computadores e internet.  A partir daí um mundo de possibilidades se abre. Muitas coisas pode se aprender ao produzir um texto usando um computador ligado a internet. Primeiramente, fazendo com que os estudantes pesquisem um assunto previamente escolhido pelo professor, assim como, a explicação dos objetivos que se quer com a realização da atividade. Os alunos ao mesmo tempo em que pesquisam sobre uma temática, história, por exemplo, não estão adquirindo conhecimento só referente a disciplina em questão. Estão aprendendo a navegar pela internet, usar os recursos para formatar suas produções.
            Dependendo dos objetivos do professor ele pode cobrar a elaboração de um texto conclusivo, a confecção de um panfleto até a elaboração de um jornal, onde toda a turma participa coletivamente para a edição do mesmo. Além disso, existe a possibilidade de publicação dos trabalhos na rede social, através de blogs, sites e outros meios afim. Isso é importante na valorização do trabalho escolar que assim ultrapassa os “muros” da escola, valorizando dessa forma o trabalho dos estudantes que são vistos e discutidos por uma gama muito maior de pessoas e não só analisado pelo professor que lhe dá uma nota. Dessa forma, o trabalho realizado não tem mais um único objetivo aprendizagem-avaliação, a internet possibilita a troca de informações e conhecimento de forma muito ampla.
            É bom observar, porém, que ao trabalhar com crianças e adolescentes e, muitas vezes até adultos, o professor terá o cuidado de advertir seus alunos para a apropriação de texto alheio sem dar as devidas referências e que a produção de texto não é encontrar o assunto que se pesquisa “copiar, colar, imprimir ou postar” e pronto. Além de ser ilegal, também é imoral e não contribui em nada para a educação. Por isso, o professor deve sempre exigir uma conclusão, onde ele poderá perceber se o texto escrito é realmente uma produção de estudante ou não.
            Outro problema para a utilização da internet para a produção de textos é a questão da maioria dos professores ainda não saberem usar esses recursos e, muitos deles acabam não se preocupando com questões importantes. Para passar uma imagem de moderno que utilizam os novos recursos, os utilizam sem um devido planejamento e sem objetivo algum. Contribuindo dessa forma para o uso incorreto de uma poderosa ferramenta para a educação.
Fabricio Colombo.

           




HINDUÍSMO

Dentre todas as religiões orientais, o hinduísmo, que compreende grande variedade de elementos heterogêneos, é a de mais difícil apreensão pela mentalidade ocidental. Sua expressão ultrapassa os limites da religião e percorre toda a estrutura social, dos atos comuns da vida diária até a literatura e a arte.
Hinduísmo é um termo genérico usado para designar a religião dos hindus, uma das mais antigas do mundo. Baseado nos "princípios eternos" (vaidika dharma) da doutrina dos Vedas (sabedoria divina), é também chamado saratana dharma (religião eterna). O hinduísmo estabeleceu as bases para muitas outras correntes religiosas e filosóficas e passou por várias etapas, desde o hinduísmo védico, bramânico e filosófico, até certos movimentos sectários e reformadores, entre os quais se incluem o budismo e o jainismo, surgidos no século VI a.C. Em sua forma atual, o hinduísmo pode ser visto como terceira fase do bramanismo. Sem um corpo de doutrinas, cultos ou instituições comuns, o hinduísmo abrange uma infinidade de seitas e de variações, monoteístas ou politeístas. O hinduísmo é disseminado na Índia, no Paquistão, em Sri Lanka e Myanmar, e há adeptos dessa religião na África do Sul, Bali, Trinidad e ilhas Fidji.
Hinduísmo védico. Por volta do ano 2000 a.C., os árias estabeleceram-se no Irã e na Índia. Sua herança religiosa consistiu nas divindades dos antepassados. Além de deuses tribais, os indo-europeus veneravam deuses cósmicos: Dyeus ou Dyaus-Pitar (em sânscrito, "deus do céu", correspondente ao grego Zeus-Pater e ao Dies Piter ou Júpiter romano), consorte da "mãe-terra", é o deus supremo, doador da chuva e da fertilidade e pai (mas não criador) dos outros deuses e dos homens. O Sol (svarya), a Lua (mas) e a aurora (em grego, heos) são os deuses da luz. Divindades menores e locais são as árvores, as pedras, os rios e o fogo.
A fim de obter a bênção dos deuses, o homem devia satisfazer, no pensamento e na ação, as exigências dos deuses. O ritual foi transformado em princípio moral, sobretudo mais tarde, no zoroastrismo e no budismo. A base da "religião védica", no entanto, já existia entre os árias, antes mesmo de invadirem a Índia. Constituída de princípios otimistas e de amor pela vida, não incluía a idéia de existência após a morte. Os cantos sagrados revelavam uma organização social estável, abundância de alimentos, famílias grandes e sucesso nas guerras. Os cultos, antes uma atividade familiar, tornaram-se com o tempo cada vez mais complexos, com elaborado ritual, confiado a sacerdotes. Desenvolveu-se ainda a idéia de um poder criador: Prajapati (em sânscrito, "Senhor das criaturas"), descrito nos Vedas, depois transformado em Brahma.
Hinduísmo bramânico. A segunda fase do hinduísmo veio com a decadência da antiga religião védica. Brahma (em sânscrito, "absoluto"), um dos deuses da tríade hindu (trimurti), integrada também por Vishnu e Shiva, tornou-se o deus principal. Brahma é a manifestação antropomórfica do brahman, a "alma universal", o ser absoluto e incriado, mais um conceito da totalidade que envolve todas as coisas do que um deus. O cerimonialismo enriqueceu-se notavelmente sob a direção dos brâmanes (sacerdotes). Os cultos adquiriram poder mágico. As idéias de samsara (transmigração das almas a reencarnações sucessivas) e karma (lei segundo a qual todo ato, bom ou mau, produz conseqüências na vida atual ou nas encarnações posteriores) surgiram nessa época, assim como as especulações filosóficas sobre a origem e o destino do homem. O sistema de castas converteu-se na principal instituição da sociedade indiana, sendo a casta dos brâmanes a mais elevada.
A visão bramânica do mundo e sua aplicação à vida estão descritas no livro do Manusmristi (Código de Manu), elaborado entre os anos 200 a.C. e 200 da era cristã, embora também contenha material muito mais antigo. Manu é o pai original da espécie humana. O livro trata inicialmente da criação do mundo e da ordem dos brâmanes; depois, do governo e de seus deveres, das leis, das castas, dos atos de expiação e, finalmente, da reencarnação e da redenção. Segundo as leis de Manu, os brâmanes são senhores de tudo que existe no mundo.
Reformas e seitas. As várias tendências surgidas depois do longo período de elaboração filosófica e de decadência do hinduísmo bramânico produziram, no século VI a.C., o jainismo e o budismo como religiões distintas, embora alguns especialistas as considerem como grandes seitas heréticas do hinduísmo. Vardhaman Mahavira, o Jaina, e Siddharta Gautama, o Buda, seus fundadores, rejeitavam os dogmas védicos-bramânicos e anunciavam a auto-suficiência do homem para uma vida plena. O homem não precisa de um deus para realizar seu destino. A preocupação social do budismo, que condenava o sistema de castas e o monopólio religioso dos brâmanes, transferiu-se mais tarde para o hinduísmo. O renascimento do hinduísmo e a invasão islâmica produzida entre 1175 e 1340, que acabou por impor-se a quase toda a Índia, limitaram a expansão do budismo ao seu país de origem.
Doutrina. As muitas diferenças e divisões doutrinárias produziram enorme diversidade de cultos e de sistemas no hinduísmo. O paraíso hindu abriga 330 milhões de deuses, expressões de um brahman único que encerra em si mesmo o universo todo. Acima de todas as expressões, está a superioridade de Deus, identificado com o antigo mito do primeiro homem, Parusa. O despedaçamento de seu corpo, que produziu o nascimento do universo, é a base da doutrina hinduísta de um Deus simultaneamente criador e destruidor da realidade.
O deus universal está acima do panteão de deuses locais, que nem mesmo têm o título de Senhor (isvara). Posteriormente, Brahma foi superado por Shiva e Vishnu, em torno dos quais os demais deuses foram agrupados. A coexistência de tantas formas e manifestações religiosas criou os mais extraordinários símbolos: deuses com mil olhos, como Indra, e Kali, que se popularizou principalmente por um de seus filhos, Ganesha, com vários braços e cabeça de elefante.
O destino do homem, entretanto, não depende de nenhum desses deuses, mas de seu próprio esforço. O homem pode condenar-se ou salvar-se dos sofrimentos, causados pela samsara, a roda da vida que gira sem cessar, produzindo nascimentos e renascimentos sucessivos. A alma de todas as criaturas (e não somente dos homens) está sujeita a um novo nascimento (punajarman). É a reencarnação sucessiva, sacralização da vida trágica de longos períodos de fome, guerras, doenças e cataclismos. A realidade social é predestinada e em geral desgraçada, mas o karma, a repetição da vida por meio de vários nascimentos, é a esperança de atingir uma casta mais elevada. A salvação consiste na liberação desse ciclo e na fusão final com Deus.
Na cosmologia hindu, Brahma está além de toda ação ou inação e acima do bem e do mal. A energia latente que existe dentro de Brahma, quando liberada na criação do universo, toma a forma de maya (ilusão), que assim é captada por nossos sentidos. Qualquer universo, como projeção de Brahma, tem a existência limitada a 4,32 bilhões de anos solares. No final desse ciclo, as chamas ou as águas destroem esse universo e maya retorna a Brahma, repetindo-se o processo indefinidamente.
Hinduísmo e casta. Os hindus atribuem caráter religioso a todas as atividades, o que faz do hinduísmo uma ordem social-religiosa que influi diretamente na vida toda, desde a moral até a economia e a gramática. De certa maneira, isso supera o pessimismo da desilusão e confere a cada momento da vida uma dimensão religiosa. São imperiosas as obrigações impostas pelo sistema de castas. Atuar de acordo com a casta a que pertence é, para o hindu, conseqüência da doutrina enraizada na ordem do universo. A ordem social divide as pessoas em castas, assim como a vida se manifesta em formas inferiores e superiores. O sistema de castas surgiu na Índia com os árias e começou a desenvolver-se por volta de 850 a.C. Sua origem parece proveniente da divisão entre o imigrante ária, de pele clara, e os nativos (dasya), denominados escravos (dasas), que se distinguiam pela pele escura. Com o tempo, o sistema de classificação evoluiu para o plano político-social-religioso.
Em sua estrutura mais antiga, o sistema era constituído de quatro castas: os brâmanes (sacerdotes), os xatrias (guerreiros), os vaixás (burgueses) e os sudras (artesãos). Cada casta tem suas próprias normas e está rigorosamente separada das outras. Não é permitido o casamento misto, nem a refeição em comum, nem a participação conjunta em atividades profissionais. A quebra de qualquer dessas obrigações implica a exclusão da casta, pelo que o indivíduo fica privado de todo direito social e se torna um pária, sem casta. Mais tarde esse número aumentou e chegou a mais de três mil castas e subcastas, divisão que ainda influi poderosamente na sociedade indiana, apesar da extinção legal das castas em 1947. Nessa época, o sistema dividia a população hinduísta indiana em cerca de 17 milhões de brâmanes, vinte milhões de membros das outras três castas e mais de sessenta milhões de outras categorias, entre as quais a dos intocáveis (harijans, povo de Deus).
Fonte: Enciclopédia Barsa.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

COTIDIANO

BURGUESIA

 No século XIII com o fim das Cruzadas  ocorreu uma grande alteração no quadro econômico europeu que resultou na abertura do Mar Mediterrâneo e no chamado Renascimento Urbano e Comercial; todas estas mudanças ajudaram a colocar um ponto final no já decadente sistema Feudalista.
 Com as Cruzadas surgiram as primeiras rotas comerciais formadas pelos antigos cavaleiros que, ao retornarem a Europa, iam saqueando as cidades orientais e vendendo as mercadorias adquiridas (jóias, tecidos, temperos, etc) pelo caminho. Durante esse período, estes mesmos mercadores, como forma de proteção, começam a construir cidades protegidas por muralhas, conhecidas como burgos. Os burgos abrigavam também os camponeses, que com a decadência do feudalismo e conseqüente perda de poder dos senhores feudais, deixam os feudos e buscam refúgio nestas fortalezas. Originalmente o termo burguês  era usado para se referir a estas pessoas que residiam nos burgos, mas aos poucos, o termo passou a ser usado para designar toda um grupo que começava a se estabelecer como força econômica, a transformar os meios de produção e que se dedicava às atividades comerciais com o objetivo de lucro; prática que por muito tempo foi condenada pala Igreja Católica, a maior potência da época, e vista como desonesta pela maioria das culturas e civilizações do ponto de vista ético.
Nos séculos XVII e XVIII a burguesia teve grande importância no declínio do sistema absolutista apoiando diversas revoluções, que ficariam conhecidas como revoluções burguesas, como, por exemplo, a Revolução Inglesa e a Revolução Francesa, deixando assim, o caminho livre para a expansão do capitalismo e para a propagação da “filosofia burguesa”, da qual se originaram os conceitos de livre comércio, liberdade pessoal, direitos religiosos e civis.
Conforme o comércio e a economia se expandiam, crescia também o poder e o domínio desta classe, fato que foi consolidado com a Revolução Industrial no século XVIII; a partir deste ponto o capitalismo industrial se afirma como sistema econômico mundial e a divisão da sociedade entre burguesia e proletariado se torna ainda mais evidente.
Para os seguidores do marxismo, a evolução da sociedade nada mais é do que a eterna luta de classes alimentada por interesses opostos e irreconciliáveis. Durante toda a história da humanidade existiu e continuará existindo a classe dominante e a classe dominada; a burguesia apenas veio substituir uma classe decadente, a dos senhores feudais, assim como o capitalismo veio substituir um sistema também decadente e que já não mais conseguia suprir as necessidades produtivas de sua época, o feudalismo.
Camila Conceição Faria


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A MORTE NA FILOSOFIA SOCRÁTICA

Para que se entenda bem o pensamento de Sócrates, é preciso estar claro que ele mesmo nunca transcreveu seus ensinamentos; eles foram, posteriormente, disseminados por seus discípulos, especialmente Platão. Assim, não é fácil distinguir o que era defendido realmente por Sócrates das ideias preconizadas por seus seguidores, pois muitas de suas lições estão mescladas aos conceitos filosóficos de Platão, Xenofonte e outros.
Sócrates foi um pensador único e distinto de todos os seus contemporâneos. Ele defendia, já naquela época, a imortalidade da alma, além de ter a clara percepção de que havia sido imbuído por Apolo, um dos principais deuses da mitologia greco-romana, de um compromisso muito especial, a disseminação da máxima desta divindade, ‘conhece-te a ti mesmo’.
 E a conclusão a que chega nesta busca é que o ser humano é um espírito encarnado, ou seja, uma entidade espiritual que vive por algum tempo na matéria. Anteriormente a este estágio, a alma vivia no mundo das verdades eternas, cultivando a realidade autêntica, a prática do bem e o belo. O Homem teria se distanciado destes ideais ao renascer e, recordando estes tempos, ele sente de forma mais ou menos acentuada a necessidade de retornar ao mundo que conheceu.
No mundo físico a alma normalmente se conturba e fica perdida, pois está agora vinculada a objetos perecíveis. Mas, quando se volta para si mesma, vislumbra novamente as ideias puras, eternas e imortais que outrora conhecera. Neste momento suas angústias desaparecem, é quando o espírito atinge o que se conhece como sabedoria. Daí a importância do autoconhecimento.
A morte é fundamental para Sócrates, porque permite que a alma se distancie novamente da matéria orgânica e, na esfera essencial, alcance o verdadeiro conhecimento; só então o ser será livre para atingir o saber em sua forma mais pura. Ele acredita que, por este motivo, os filósofos genuínos estão prontos para morrer, pois desejam, mais que ninguém, conhecer a essência da existência.
Depois da morte, o Homem é guiado pelo gênio ou daimon que lhe orientara durante o estágio material, na direção do Hades, o reino dos mortos, onde ele será submetido ao necessário julgamento. Os espíritos aí estagiam durante algum tempo e, posteriormente, renascem mais uma vez no corpo físico.
O filósofo não acredita que a alma possa se confundir no nada após a morte, porque isso seria rejeitar completamente todas as obrigações e deveres morais de que o ser humano se reveste e, portanto, um incentivo ao exercício do mal, pois o indivíduo sairia impune de suas práticas imorais.
Assim, somente os que exercem a virtude nada têm a temer da vida que continua depois da morte; quanto aos que cultivaram os vícios, colherão do outro lado o que plantaram durante a existência na matéria. Isto é uma consequência de outra crença de Sócrates, a de que os seres que conviveram na Terra se reencontram após morrerem e se recordam dos laços que cultivaram, sejam eles de amizade, amor e fidelidade, ou de ódio, adversidade e traição.

Ana Lucia Santana


terça-feira, 20 de setembro de 2011

COTIDIANO

AÇOUGUEIRO

O açougueiro é o profissional responsável por limpar e cortar a carne que é vendida no açougue. O papel desse profissional é atender aos pedidos dos clientes e separar a carne que for solicitada, cortando do jeito que o cliente preferir. Também é de responsabilidade do açougueiro prezar pela higiene e manter a limpeza do local de trabalho, ações imprescindíveis para promover o bem-estar dos clientes e manter uma clientela fixa. Os açougueiros, geralmente trabalham em conjunto, em açougues ou casas especializadas em carnes.
 Quais as características necessárias para ser um açougueiro?
 Para ser um açougueiro é necessário que o profissional entenda da anatomia bovina e suína e das carnes, suas características principais e a melhor forma de prepará-las, para poder orientar e ajudar o cliente a escolher a carne e a forma de corte. Outras características interessantes são:
boa visão
firmeza nas mãos
habilidade com objetos cortantes como facas
paciência
capacidade de concentração
capacidade de entendimento das solicitações dos clientes
Qual a formação necessária para ser um açougueiro?
Não existe uma formação necessária para ser um açougueiro, pois o aprendizado das técnicas e métodos de um açougueiro vem com a prática. Existem alguns cursos de curta duração profissionalizantes, de aperfeiçoamento e especialização. Geralmente esses cursos são compostos por uma parte teórica, que envolve conceitos técnicos de corte e características das carnes, higiene, armazenamento e refrigeração, etc e uma parte prática, que na maioria das vezes é realizada em parceria com frigoríficos. O mais importante é que o curso seja de qualidade e reconhecido por instituições competentes.
Principais atividades de um açougueiro
 separar a carne por categorias
limpar o balcão ou local de trabalho, caso não haja funcionário responsável por isso
manter sempre o uniforme limpo
limpar a gordura da carne
atender ao pedido do cliente
cortar a carne em pedaços de acordo com o gosto do cliente
embalar adequadamente o pedido do cliente
armazenar a carne em locais de refrigeração adequados
Áreas de atuação e especialidades
O açougueiro trabalha sempre com a carne, porém os estabelecimentos onde pode trabalhar variam, como por exemplo:
 açougues: pode trabalhar em açougues ou casas especializadas em carnes, pode, inclusive, ser dono do seu próprio açougue.
supermercados: pode trabalhar na seção de carnes de um supermercado. Nesse local, geralmente, o açougueiro não trabalha diretamente com o cliente, ele corta a carne em um padrão de peso e tamanho e embala. Porém pode também atender a um cliente que faça um pedido de corte diferente.
Frigorífico: pode trabalhar em frigoríficos. Nesse caso, o profissional tem o primeiro contato com a carne fresca. Ele deve separar os diferentes tipos de carne e realizar a primeira limpeza e inspeção de qualidade. A partir daí a carne segue para os locais onde o consumidor pode comprá-la.
Mercado de trabalho
O mercado de trabalho para o profissional que trabalha com os alimentos sempre é amplo. O profissional pode procurar emprego em açougues, casas especializadas em carnes, frigoríficos, mercados e supermercados, restaurantes especializados no preparo de carnes, churrascarias, etc. Nessa área, o interessante é que o profissional se especialize por meio de cursos e treinamentos para se destacar no mercado de trabalho.
Curiosidades
A palavra açougue vem do árabe "as-soq", que significa mercado ou feira e foi usada para designar as casas de venda de carne. O primeiro registro do uso dessa palavra na língua portuguesa data de 1254, na forma "azougue". Pouco depois o vocábulo evoluiu para "aaçougue", para então finalmente passar para o atual açougue. Os açougues medievais eram localizados em casas familiares e o trabalho era quase artesanal. A higiene, nesse período não era muito prezada, e a procedência das carnes não poderia ser avaliada. Atualmente, existem normas a serem seguidas pelos açougueiros, além de órgãos de fiscalização sanitária que impõe selos de qualidade, para que o consumidor saiba da procedência da carne. O Brasil é o país que possui o maior rebanho comercial do mundo. Em quantidade de animais, só perde para a Índia, porém lá, a vaca é um animal sagrado, portanto o rebanho indiano não é comercializado. Calcula-se que no Brasil existem cerca de 1 boi por habitante, ou seja, são quase 190 milhões de cabeças de gado. O gado brasileiro é bem visto no exterior por ser do tipo chamado "boi verde", que se alimenta de capim e se exercita constantemente.
Fonte: Brasil Profissões.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

EDUCAÇÃO E CIDADANIA

Sobre cidadania o dicionário de língua portuguesa Larousse afirma ser “qualidade de cidadão”, “qualidade de uma pessoa que possui, em uma determinada comunidade, política, o conjunto de direitos civís e políticos”. No entanto, na realidade em que vivemos atualmente, se indagarmos a respeito do tema, certamente encontraremos uma diversidade de opiniões e nenhuma definição que possa contemplar de forma plena o conceito de cidadania. Podemos afirmar que ser cidadão é ter direitos e deveres. Mas de que maneira poderemos definir quais direitos e quais deveres? Portanto, é na determinação destes direitos e deveres que se encontra o “nó” relacionado a esta questão complexa que é a cidadania.
Ouve-se falar de “educação para a cidadania”, de “projetos educativos” voltados para a cidadania, enfim, de sociedades que tenham no cidadão o foco de suas preocupações. Mas apesar da discussão que é bastante ampla o que se pode perceber é que a literatura produzida não nos esclarece este aspecto importante para as sociedades ditas democráticas. Importante na medida em que, para que seja democrática, uma sociedade tem na participação dos seus indivíduos uma característica básica.
De todo modo, alguns autores, conscientes da “confusão” que se estabelece sobre o que seria e como exercer cidadania, tentam dar a este respeito algum esclarecimento. Entre estes autores, Gentili e Alencar afirmam que “a cidadania deve ser pensada como um conjunto de valores e práticas cujo exercício não somente se fundamenta no reconhecimento formal dos direitos e deveres que a constituem na vida cotidiana dos indivíduos”. (Gentili e Alencar, 2001, p. 87). Ou seja, não basta que se defina um conceito formalmente. Mais importante que isso é a prática dessa definição. Cidadania significa, além do reconhecimento dos direitos e deveres dos cidadãos, o cumprimento dos mesmos por parte da sociedade. Por outro lado, tanto o reconhecimento quanto o cumprimento destes direitos e deveres, não devem – como é de senso comum – se restringir à esfera política, isto é, ao direito e ao dever de votar e ser votado. Um outro aspecto importante é que a cidadania tem na igualdade uma condição de existência. Igualdade de direitos, de deveres, de oportunidades. Igualdade, enfim, de participação social e política.
Em meio a essa indefinição os “cidadãos” enfrentam justas dificuldades relativas ao exercício destes direitos e deveres que na realidade muitas vezes desconhecem por completo. Se o indivíduo não tem uma definição do que seja a cidadania, obviamente não poderá exercê-la de forma plena. Ao mesmo tempo, na medida em que se percebe esta indefinição no que se refere ao conceito de cidadania, a democracia tampouco poderá acontecer uma vez que ela se faz na participação dos cidadãos. Ou seja, a cidadania deve ser pensada como condição fundamental para a existência de uma sociedade democrática. Obviamente não se trata da cidadania “do papel”, isto é da teoria, mas da cidadania em termos práticos, a que deve acontecer com a participação de cada membro, cada cidadão consciente de seus direitos, deveres e valor.
A complexidade do mundo globalizado, a amplitude das comunicações, provocam essa indefinição relativamente à cidadania. Se ser cidadão significa, conforme a origem grega, em termos bastante genéricos, ser o habitante da cidade, isso implica no pertencimento a determinado espaço geográfico. Mas o que se pode perceber é que para a globalização não existem barreiras. Ao extrapolar estes limites faz desaparecer as peculiaridades de cada espaço e também dos indivíduos implicados. Serão todos “cidadãos do mundo”, sujeitos indefinidos socialmente. A rapidez das transformações sociais provoca igualmente transformações individuais. Isso exige readaptação, reeducação. É neste ponto que a escola precisa também ser repensada, principalmente os professores, responsáveis diretos por promover essa readaptação exigida pelas transformações tecnológicas. Dessa forma, é necessário que valores e a forma de disseminá-los sejam repensados, inclusive no que se refere à cidadania.
Francisca Socorro Araujo



sexta-feira, 16 de setembro de 2011

BULLYNG NA ESCOLA

 Bullying é um ato caracterizado pela violência física e/ou psicológica, de forma intencional e continuada, de um individuo, ou grupo contra outro(s) individuo(s), ou grupo(s), sem motivo claro.
A palavra “Bullying” é de origem inglesa.
No Brasil, a palavra “Bullying” é utilizada principalmente em relação aos atos agressivos entre alunos e/ou grupos de alunos nas escolas. Até pouco tempo, o que hoje reconhecemos como Bullying, era visto como fatos isolados, “briguinhas de criança”, e normalmente família e escola não tomavam atitude nenhuma a respeito.
Atualmente o Bullying é reconhecido como problema crônico nas escolas, e com conseqüências sérias, tanto para vitimas, quanto para agressores.
As formas de agressão entre alunos são as mais diversas, como empurrões, pontapés, insultos, espalhar histórias humilhantes, mentiras para implicar a vitima a situações vexatórias, inventar apelidos que ferem a dignidade, captar e difundir imagens (inclusive pela internet), ameaças (enviar mensagens, por exemplo), e a exclusão.
Entre os meninos, os tipos de vitimação são mais de cunho físico. Ainda que não efetivada a agressão, os agressores costumam ameaçar, meter medo em suas vitimas.
Já as meninas agressoras costumam espalhar rumores mentirosos, ou ameaçarem e espalharem segredos para causar mal estar.
As ameaças podem vir acompanhadas de extorsão, chantagem para obter dinheiro, sobretudo com alunos de 5ª e 6ª série.
Tanto vitimas, quanto agressores podem sofrer conseqüências psicológicas desta situação de abuso, porém o que normalmente acontece, é que todas as atenções dos responsáveis (pais e professores) se voltem para o agressor, visto como um marginal em potencial, e a vitima é esquecida.
O Bullying atrapalha inclusive a aprendizagem, sendo que normalmente os agressores são as crianças com maior porcentagem de reprovação.
Os casos de agressão, que acontecem por um período maior devem ser encaminhadas para atendimento psicológico.
Thais Pacievitch

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

COTIDIANO

A FACULDADE DE JULGAR EM KANT

A Estética kantiana é pensada não mais como uma dimensão objetiva do mundo e sim como uma dimensão mental, subjetiva. Isto quer dizer que a reflexão sobre a estética está voltada para as condições de receptibilidade a prazer do sujeito, também chamada de estado mental ou de conhecimento em geral.
Conhecimento em geral porque, muito embora na sua Estética Transcendental (Crítica da Razão Pura), que determina as formas de receptibilidade das sensações (espaço e tempo), essa se refira somente a um conhecimento específico ou particular, relacionado ao modo como o sujeito é afetado subjetivamente, não consegue esgotar o problema do prazer (sentimento) que acompanha a intuição.
Este prazer, para Kant, não tem nada a ver com o conhecimento que aquela faculdade (de conhecer) determina e por isso foi tratado separadamente. Este prazer se refere ao sujeito, à sua sensibilidade ou receptibilidade ao experimentá-lo e é expresso no predicado Beleza. Por exemplo, ao observar o céu estrelado acima de nós, temos a sensação objetiva (vemos algo), estudada na faculdade de conhecer (ciência) e também temos um sentimento de prazer (subjetivo) ao ver a Beleza do céu (objetivo), contemplando sua harmonia, sua ordem, como se tivesse sido feito por Deus, o artista da natureza, estudada na faculdade de julgar estética.
Entretanto, a partir do dado empírico, esta sensação é desinteressada do objeto (ou seja, não se refere a ele, mas ao sentimento do sujeito vinculado a essa experiência), numa tentativa de contemplação pura (isto porque Kant é o filósofo da possibilidade e postula tal concepção), de prazer puro. E Kant vai ainda mais longe: pressupõe que tal estado mental é relacionado àcomunicabilidade, pretendendo o caráter de universalidade. Se os homens se colocarem em um mesmo estado de receptibilidade (ou seja, se colocarem no lugar do outro), sentirão o mesmo prazer. Porém, em uma universalidade subjetiva, porque não há uma intuição aplicada a um conceito.
Percebe-se, dessa forma, a construção do sistema kantiano de uma unidade da razão, unidade harmônica, pois a faculdade de julgar estética fornece princípios a priori para as faculdades de conhecer e de apetecer, mantendo-se como ordenadora do embate entre essas duas faculdades (o famoso livre jogo das faculdades). Assim, conhecer e agir, objetivamente, depende do modo como fomos afetados e concebemos a beleza do mundo subjetivamente, proporcionando um estado de consciência sempre em conflito entre as faculdades, mas com a possibilidade do equilíbrio entre elas. O livre jogo entre as faculdades, por si só, é prazeroso, isto é, o sentimento informa a harmonia e o equilíbrio entre essas funções cognitivas e isso pode ser pressuposto em todos os homens.
Portanto, segundo Kant, o gosto é sim universal, e o homem (ser entre o animal e Deus) deve, através da educação dos instintos, aprimorar a sua receptibilidade ao verdadeiro prazer, intelectual, entendido como o saber e a ação cada vez mais universais. Aprimorar os sentimentos significa o aprimoramento da razão e, portanto, do próprio homem.
João Francisco P. Cabral 



quarta-feira, 14 de setembro de 2011

ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHADOR

O movimento operário europeu esteve inserido na contestação à nova ordem do século XIX, na qual houve o desenvolvimento da sociedade burguesa. Nesta época, organizaram as Internacionais Operárias, para organizar as reivindicações trabalhistas em escala mundial.
Os movimentos operários não aceitavam as condições de mercado de trabalho impostas pelo sistema capitalista. Entre os anos 1864 e 1876, surgiu a Associação Internacional dos Trabalhadores, AIT, para articular o movimento na Europa.
A Associação Internacional dos Trabalhadores foi prejudicada por três vertentes de pensamento político da época : o proudhonismo , o marxismo, e o anarquismo. O proudhonismo defendia um programa associacionista e educativo; o marxismo buscava uma ação política para conquistar o poder; e o anarquismo de Bakunin não queria tomar o poder, pois buscava a destruição do poder do Estado.
A Segunda Associação Internacional dos Trabalhadores ocorreu de 1899 a 1914, composta por socialistas. A Segunda Associação condenava a prática do colonialismo e era contra a guerra, porém o movimento terminou na eclosão da Primeira Guerra Mundial.
Fernando Rebouças.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

COTIDIANO

ASSEMBLEIA CONSTITUINTE

Toda Assembleia Constituinte  é um órgão colegial representativo executada na elaboração de uma Constituição para o ordenamento jurídico estatal. A Assembleia é formada somente para casos excepcionais.
As Assembleias Constituintes surgiram no século 18, e são historicamente relacionadas às doutrinas contratualistas. O contratualismo teve origem na filosofia grega, mas emergiu como pensamento liberal moderno.
A partir de então o poder passou a ser visto como uma emanação da vontade do povo, de todos os integrantes de uma sociedade comum. Como era impossível que toda a população de um estado se fizesse presente nas decisões políticas e estatais, passou a vigorar o uso da representatividade governamental, cada cidadão teria o seu representante.
A luta das colônias inglesas americanas perante a metrópole, foi um dos passos fundamentais para o surgimento de uma assembleia. Pois em cada colônia, antes da Declaração de Independência Americana, organizou assembléias eleitas para a elaboração de cartas constitucionais, ideia que amadurecera após a independência dos EUA.
Depois da independência norte-americana, a assembleia europeia surgiu na Revolução Francesa, conhecida como Assembleia Nacional Francesa.
Fernando Rebouças.


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

ATOMISMO

Entre as teorias dos filósofos gregos sobre a composição da matéria, o atomismo foi aquela cujas intuições mais se aproximaram das modernas concepções científicas.
Atomismo, no sentido lato, é qualquer doutrina que explique fenômenos complexos em termos de partículas indivisíveis. Enquanto as chamadas teorias holísticas explicam as partes em relação ao todo, o atomismo se apresenta como uma teoria analítica, pois considera as formas observáveis na natureza como um agregado de entidades menores. Os objetos e relações do mundo real diferem, pois, dos objetos do mundo que conhecemos com os nossos sentidos.
Atomismo clássico. A teoria atomista foi desenvolvida no século V a.C. por Leucipo de Mileto e seu discípulo Demócrito de Abdera. Com extraordinária simplicidade e rigor, Demócrito conciliou as constantes mudanças postuladas por Heráclito com a unidade e imutabilidade do ser propostas por Parmênides.
Segundo Demócrito, o todo, a realidade, se compõe não só de partículas indivisíveis ou "átomos" de natureza idêntica, respeitando nisso o ente de Parmênides em sua unidade, mas também de vácuo, tese que entra em aberta contradição com a ontologia parmenídea. Ambos, ente e não-ente ou vácuo, existem desde a eternidade em mútua interação e, assim, deram origem ao movimento, o que justifica o pensamento de Heráclito. Os átomos por si só apresentam as propriedades de tamanho, forma, impenetrabilidade e movimento, dando lugar, por meio de choques entre si, a corpos visíveis. Além disso, ao contrário dos corpos macroscópicos, os átomos não podem interpenetrar-se nem dividir-se, sendo as mudanças observadas em certos fenômenos químicos e físicos atribuídas pelos atomistas gregos a associações e dissociações de átomos. Nesse sentido, o sabor salgado dos alimentos era explicado pela disposição irregular de átomos grandes e pontiagudos.
Filosoficamente, o atomismo de Demócrito pode ser considerado como o ápice da filosofia da natureza desenvolvida pelos pensadores jônios. O filósofo ateniense Epicuro, criador do epicurismo, entre os séculos IV e III a.C. e o poeta romano Lucrécio, dois séculos depois, enriqueceram o atomismo de Leucipo e Demócrito, atribuindo aos átomos a propriedade do peso e postulando sua divisão em "partes mínimas", além de uma "espontaneidade interna",  no desvio ou declinação atômica que rompia a trajetória vertical do movimento dos átomos, o que, em termos morais, explicava a liberdade do indivíduo.
Desenvolvimentos posteriores. A doutrina atomista teve pouca repercussão na Idade Média, devido à predominância das idéias de Platão e Aristóteles. No século XVII, porém, essa doutrina foi recuperada por diversos autores, como o francês Pierre Gassendi, em sua interpretação mecanicista da realidade física, e pelo alemão Gottfried Wilhelm Leibniz, que lhe deu um sentido mais metafísico em sua obra Monadologia. Também os ingleses Robert Boyle e Isaac Newton aceitaram algumas idéias da doutrina atomística, ao sustentarem que as variações macroscópicas se deviam a mudanças ocorridas na escala submacroscópica. No século XX, com base no modelo da teoria atômica, o inglês Bertrand Russell postulou o chamado "atomismo lógico", em que transpôs para a lógica os conceitos analíticos subjacentes ao atomismo clássico.
Atomismo e teoria atômica. Ao comparar-se o atomismo grego com a ciência atual, é necessário destacar que o primeiro, dada a unidade de filosofia e ciência, pretendia tanto solucionar os problemas da mutabilidade e pluralidade na natureza quanto encontrar explicações para fenômenos específicos. Já a moderna teoria atômica tem seu interesse centrado na relação entre as propriedades dos átomos e o comportamento exibido por eles nos diversos fenômenos em que estão envolvidos. Através do controle das reações nucleares, alcançou-se um novo nível, no qual os átomos são descritos como constituídos por partículas elementares, as quais podem transformar-se em energia e esta, por sua vez, em partículas.
Fonte: Enciclopédia Barsa.


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

FARMACÊUTICO

Farmacêuticos são profissionais que identificam e manipulam substâncias químicas para a produção de medicamentos e cosméticos. Colaboram também na produção e na conservação industrial de alimentos, comuns ou dietéticos, campo que vem sendo ocupado cada vez mais por bioquímicos ou farmacêuticos bioquímicos.
Quais as características necessárias para ser um farmacêutico?
 Interesse por química, biologia e pesquisa. Capacidade de observação, atenção aos detalhes, concentração, dedicação, acuidade olfativa e visual; disciplina, curiosidade, método, habilidade numérica e manual.
Características desejáveis:
atenção a detalhes
boa visão
bom olfato
capacidade de concentração
capacidade de observação
curiosidade
espírito de investigação
facilidade para matemática
gosto pela pesquisa e pelos estudos
habilidade manual
interesse pelas ciências
método
senso de responsabilidade
Qual a formação necessária para ser um farmacêutico?
Para ser um farmacêutico é importante ter o curso Superior em Farmácia Bioquímica. Além disso, para se sobressair na carreira, é necessário estar sempre atualizado por meio da leitura de revistas especializadas e adquirir conhecimentos em inglês.
 Na área Farmacêutica, atualmente os principais assuntos abordados pelos cursos são: Medicamentos (desenvolvimento, tecnologia e controle de fármacos), Diagnóstico Clínico e ainda Aspectos Sociológicos, Econômicos e Culturais do Consumo e da Produção de Medicamentos.
Através da realização dos cursos que apresentem este enfoque, os profissionais da área de Farmácia possuem o objetivo de obter dados importantes para a saúde pública que possibilitem a definição de campanhas contra a automedicação ou ainda contra o hábito de deixar remédio ao alcance de crianças.
 Outra linha de pesquisa também existente está voltada para a área de Medicamentos Fitoterápicos e Estudos Químicos de Ervas. Para a realização de cursos de pós-graduação na área de Farmácia é necessário que o aluno seja graduado em Farmácia e Bioquímica, Ciências Biológicas ou Química.
Principais atividades de um farmacêutico
O farmacêutico pesquisa, prepara, distribui e comercializa remédios, cosméticos e produtos de higiene pessoal. Investiga, examina e testa substâncias e princípios ativos que entram na composição de remédios e em produtos higiênicos e de perfumaria, observando as reações que provocam no organismo, esta função geralmente é atribuída para profissionais que atuam no setor público. Registra novas drogas e verifica se os produtos chegam ao consumidor dentro das normas e padrões sanitários. Na indústria alimentícia, controla a qualidade das matérias-primas e do produto final, estudando e estabelecendo métodos para evitar e detectar adulterações e falsificações, a fim de impedir danos à saúde pública. Em farmácias, distribui medicamentos e prepara fórmulas personalizadas. É obrigatório o registro no Conselho Regional de Farmácia.
Áreas de atuação e especialidades
 Alimentos - É responsável pela realização de exames químicos e microbiológicos para análise de aspectos nutricionais; acompanhamento do processo de fabricação de alimentos, incluindo o seu desenvolvimento e o seu controle de qualidade.
Análises Clínicas - Realização de testes em laboratórios para diagnósticos clínicos; desenvolvimento e produção de kits para exames laboratoriais.
Análises Toxicológicas - É responsável pela realização de exames em substâncias humanas, animais e vegetais, alimentos ou em ambientes, com a finalidade de detectar a contaminação por agentes tóxicos (drogas, medicamentos ou substâncias químicas em geral).
Farmácia - Preparação de medicamentos de acordo com prescrição de profissionais da área de saúde. Atua no controle e distribuição de remédios.
Farmácia Industrial - Produção de medicamentos, vacinas, cosméticos e produtos de higiene pessoal e para ambiente.
Medicamentos - Desenvolve pesquisas nas industrias farmacêuticas com o intuito de descobrir novas drogas.
Vigilância Sanitária - Cuida da análise e controle de produtos industrializados de acordo com as normas vigentes de comercialização.
Mercado de trabalho
O mercado oferece boas perspectivas no setor privado, especialmente para o profissional que atua nas indústrias farmacêuticas e de cosméticos. Esta última cresceu muito na última década. Mas o crescimento da demanda por farmacêuticos está relacionado, também, com a exigência da lei para os estabelecimentos farmacêuticos contratarem esse profissional, com o objetivo de evitar fraudes e garantir a qualidade dos produtos.
Curiosidades
O Símbolo da Farmácia
A taça com a serpente nela enrolada é internacionalmente conhecida como símbolo da profissão farmacêutica. Sua origem remonta a antigüidade, sendo parte das histórias da mitologia grega.Tudo começou com um centauro: Chiron. Ao contrário da maioria dos de sua raça, caracterizados pela selvageria e violência, Chiron se dedicou aos conhecimentos de cura. Teve como um dos seus discípulo o deus Asclépio (também denominado Esculápio), ao qual ensinou os segredos das ervas medicinais. Asclépio se tornou o deus da saúde e tinha como símbolo um cetro com duas serpentes nele enroladas. Contudo, ele não utilizava seu conhecimento somente para salvar vidas, mas usava seu poder para inclusive ressuscitar pessoas.
 Descontente com a quebra do ciclo natural da vida, Zeus resolveu intervir. Os deuses entraram então em batalha e Zeus acabou matando Asclépio com um raio.
 Com a morte de Asclépio, a saúde passou a ser responsabilidade de sua filha Hígia, que se tornou dessa maneira a deusa da saúde. Hígia tinha como símbolo uma taça que com sua "promoção" foi adicionada por uma serpente nela enrolada. Essa cobra é, obviamente, uma representação do legado de seu pai. Assim o símbolo de Hígia da taça com a serpente se tornou, posteriormente, o símbolo da farmácia.
 Segundo as literaturas antigas, o símbolo da Farmácia ilustra o poder (cobra) da cura (taça).