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A ÚNICA COISA REALMENTE LIVRE É O PENSAMENTO!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

CONHECIMENTO CIENTIFICO E COTIDIANO

 Nós seres humanos, fazemos parte de uma espécie que, até o momento, revela-se bem sucedida em termos de sobrevivência biológica. Basicamente somos os únicos seres vivos que povoam todas as regiões da superfície da terrestre, onde o fator fundamental dessa grande adaptabilidade é a sua capacidade psíquica. Com essa ferramenta, consegue-se modificar decisivamente o ambiente a favor da sobrevivência e para uma qualidade de vida que proporcione ao homem uma “estadia” maior no planeta.
 E todo o processo de adaptabilidade se dá através da construção do conhecimento que o homem vai adquirindo ao longo da sua existência e sendo transmitido ao longo das gerações. Dentre as várias formas de expressar o conhecimento humano, podemos destacar aqui duas:
 •O conhecimento cotidiano  é aquele gerado a partir da observação de fatores naturais para depois tornar- se (ou não) cientifico. Não tem por base a experimentação, mas em fatos vivenciados por alguém que pode (ou não) possuir a pretensão de tornar aquele conhecimento científico. O conhecimento cotidiano convive com outras fontes de conhecimento tornando-se contraditório em certas ocasiões. É necessário um contexto para que seja produzido.
 • O conhecimento cientifico apesar de ter base experimental não é inquestionável podendo ele a qualquer momento ser contestado e perder a sua suposta veracidade, quando algum argumento contraditório conseguir sobrepor – se ao primeiro e  assim sendo, não pode-se conviver com contradições. Este tipo de conhecimento pode ser completamente independente de um contexto predeterminado utilizando-se afirmações generalizadas podendo ser aplicado à diferentes situações e épocas. E ainda, pode ser verdade irrefutável em uma época e absurdamente errado em outra.
Para a socialização dos vários conhecimentos adquiridos pela humanidade, é utilizada a terminologia, isto é um código que os detentores do conhecimento utilizam a fim de tornar o conhecimento socializado e, desta forma, apesar de serem formas completamente distintas de conhecimento (no tocante às suas características) um fomenta o outro, e é justamente através da vivência que surge a dúvida que leva o indivíduo à experimentação para então o conhecimento tornar-se ou não científico.
Exemplificando o que acabou de ser mencionado, podemos citar e caracterizar o exossomatismo, já que o mesmo consiste em uma forma de adaptação inconsciente ou consciente do ser humano às condições ambientais. Em termos mais específicos, é o processo pelo qual os indivíduos (ou as espécies) passam a desenvolver para viver em determinado ambiente gerando, assim, uma adaptação evolutiva que culminará com um quadro de seleção natural.
A relação do fato anteriormente citado com os conhecimentos mencionados pode ser feita da seguinte forma:
O aquecimento global parece ser hoje o ápice de uma problemática que vem se arrastando há muitos anos pela intervenção do homem nos processos e recursos naturais do planeta. Segundo o quarto relatório do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas – maio de 2007), a responsabilidade humana pela mudança climática atual é de mais de 90%. Essas intervenções implicam, diretamente, na subida do nível do mar pelo derretimento das geleiras  ao longo do atual século (com grave ameaça às cidades litorâneas), intensificação dos ciclones, escassez de água potável e de alimentos e, no caso da Amazônia, o aumento de temperatura fará com que a exuberante floresta se transforme em uma savana.
No entanto, o Conhecimento Científico aqui expresso foi conseqüência de uma série de observações do meio ambiente (o que gera o Conhecimento Cotidiano) a partir de pessoas ligadas (ou não) a organismos de pesquisa. Após as observações mostrarem que a natureza se comportava de maneira diferente de alguns anos anteriores, as experimentações começaram a ser feitas, culminado com o conhecimento científico. E o que é mais contundente aqui é que esse conhecimento ainda está sendo produzido com base em novos conhecimentos cotidianos. O relatório do IPCC que foi mencionado é o quarto. Traz no seu texto argumentações e problemáticas diferentes dos três primeiros. É uma amostra direta da transformação de conhecimento cotidiano em conhecimento científico.
Numa perspectiva de Ensino Médio escolar, o relatório em um de seus capítulos trata da radiação ultravioleta que nos atinge. Diferentemente de alguns anos anteriores, a perspectiva de casos de câncer de pele nas populações (principalmente nas regiões tropicais) aumenta consideravelmente. Tratar o causa e as conseqüências dessa incidência nos seres humanos tomando por base o princípio de ação de uma onda eletromagnética e suas faixas de atuação, pode vir a ser um bom aliado na conscientização do aluno acerca do comportamento ondulatório partindo do conhecimento cotidiano e culminado com o conhecimento científico.
Ricardo Normando Ferreira de Paula.

DIREITOS HUMANOS

Os antecedentes históricos dos Direitos Humanos remontam ao Iluminismo Europeu, movimento cultural e filosófico vigente nos séculos XVII e XVIII. Nesta época, Rousseau realizou estudos em sociedades primitivas e nelas redescobriu valores perdidos pela civilização ocidental, tais como liberdade, igualdade e fraternidade. O solo oferecido pelas idéias iluministas é fecundo, pois nele o Homem torna-se o centro das preocupações – não mais o império do fanatismo e da fé religiosa, conceitos dominantes na era medieval, mas sim o da razão e o da Ciência. É neste contexto que nascem os direitos humanos.
 Alguns governos europeus, guiados por estas idéias, vão aos poucos eliminando a tortura e a pena de morte. A Revolução Francesa, ocorrida em 1789, é mais um passo decisivo na direção do estabelecimento de novos valores humanos, de uma sociedade inspirada por uma atmosfera de igualdade social. Sua famosa bandeira de luta é até hoje a que também os adeptos da luta pelos direitos humanos sustentam – Liberdade, Igualdade e Fraternidade. O resultado essencial desta sublevação foi a instituição da Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão, promulgada pela Assembléia Nacional Constituinte Francesa, no dia 26 de agosto de 1789.
Durante o século XIX, na esfera política, clama-se principalmente por igualdade. Enquanto os liberais encontram a solução desta questão no estabelecimento de direitos civis e políticos, os socialistas acalentam a utopia da igualdade sócio-econômica. Neste sentido, no auge da Revolução Industrial européia, que se baseia sobre o abuso da mão-de-obra dos operários, as lutas pelos direitos humanos e pela melhoria das condições de trabalho estão profundamente conectadas. Assim seguem, associadas, estas reivindicações, pois o aprimoramento das solicitações dos trabalhadores intensifica, por sua vez, o campo das demandas relativas aos direitos do Homem, que trazem em si o germe da justiça social. Isto apesar de os socialistas considerarem estes recursos, durante muito tempo, como algo que apenas mitiga as inúmeras carências dos oprimidos.
Contraditoriamente, porém, nos países que conquistaram ao menos um certo socialismo, são muitas as denúncias de violações dos direitos humanos, até mesmo dos mínimos direitos civis e políticos, que eles tanto defendiam anteriormente – eleições gerais, a existência de vários partidos, uma imprensa livre, entre outros. Esta realidade demonstra o quanto é difícil definir os direitos humanos, uma vez que eles são dinâmicos e intrinsecamente ligados ao contexto histórico. Assim, eles estão constantemente adquirindo novos conteúdos, novas facetas, à medida que também vão surgindo diferentes necessidades.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, é o primeiro documento a fixar internacionalmente uma relação de direitos pertencentes tanto a homens quanto a mulheres, independente de classe social, raça ou faixa etária. É um passo fundamental para a Humanidade que governos de toda parte do Planeta, pelo menos na teoria, se comprometam a defender estes direitos. Antes dela, a Constituição Mexicana de 1917 era considerada a mais atualizada em termos de direitos sociais. Infelizmente, apesar de todos os avanços, têm sido constantes as violações aos direitos humanos, as denúncias não cessam de brotar aqui e ali, por toda parte – em regimes de esquerda e de direita, e mais recentemente no Governo Bush, nos Estados Unidos, em nome da luta contra o terrorismo.
Os direitos humanos podem ser resumidos de uma forma bem simples – direitos à vida, à integridade física e moral, à igualdade, à liberdade de pensamento, de expressão, de reunião, de associação, de manifestação, de culto, de orientação sexual, à felicidade, ao devido processo legal, à objeção de consciência, à saúde, educação, habitação, lazer, cultura e esporte, trabalhistas, ao meio ambiente, do consumidor, a não ser vítima de manipulação genética.
Ana Lucia Santana.


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

COTIDIANO

ADOLESCENTES INTERNADOS

A LÓGICA DE ARISTÓTELES

video

CALVINISMO

No campo geral do protestantismo, o ramo calvinista distingue-se por levar às últimas conseqüências lógicas a soberania absoluta de Deus e por ter instituído um grau prudente, mas rigoroso de organização humana nas igrejas que o compõem.
João Calvino realizou uma "segunda Reforma". Seus esforços tiveram o objetivo de reunificar as diversas correntes protestantes e conseguiu atrair os seguidores de Huldrych Zwingli no Consensus tigurinus (1549); no entanto, na verdade ele consumou uma ruptura com o luteranismo, formando, ao lado deste e do anglicanismo, o terceiro grande grupo dentro do protestantismo. Na Europa, as igrejas calvinistas recebem geralmente o nome de reformadas, enquanto no resto do mundo são chamadas presbiterianas.
Organização das igrejas locais. Rechaçado durante sua primeira estada em Genebra, devido à rigidez da disciplina imposta, Calvino foi chamado de volta pelo conselho municipal em 1541. Com a autoridade que lhe foi outorgada, publicou as Ordenações eclesiásticas, que posteriormente serviram de base para a fundação de outras igrejas locais. As ordenações confiavam a atividade eclesiástica a quatro grupos: os pastores, que, eleitos pelo povo e encarregados de pregar a palavra de Deus, reuniam-se semanalmente em congregação e mensalmente em sínodo; os doutores, que se dedicavam ao ensino; os presbíteros, "anciãos" leigos que mantinham a disciplina; e os diáconos, que cuidavam das tarefas assistenciais. O consistório -- que em Genebra tinha caráter de conselho municipal -- era formado por seis pastores e 12 anciãos. Tinha competência para punir deslizes disciplinares ou passar a acusação para os tribunais civis.
A denominação igreja presbiteriana procede  precisamente da instituição do presbitério de "anciãos" leigos dotados de autoridade disciplinar, mas que se distingue da autoridade que outras igrejas concedem ao bispo. A supremacia do poder religioso sobre o civil valeu a Genebra a denominação de "cidade-igreja". O fortalecimento da igreja deveu-se ao zelo da constante pregação de Calvino, à prestigiosa academia teológica que ele fundou -- baseada nas humanidades greco-latinas e na exegese (interpretação) bíblica -- e à rigidez da disciplina, com penas que incluíam o exílio e até a morte. Tratava-se de uma organização democraticamente eleita, mas de princípios de extremo rigor. Em quatro anos, Calvino fez exilar de Genebra 76 descontentes e ordenou a execução de 58 pessoas.
Expansão. Calvino acolheu refugiados franceses de fé protestante e entre eles escolheu missionários que voltaram para fundar outras igrejas locais. De acordo com o princípio da autonomia, estas foram estabelecendo suas próprias bases doutrinárias e institucionais: a confissão galicana (1559), a escocesa (1560) e a belga (1561), até que se redigiu de comum acordo a confissão helvética (1566). Calvino serviu-se do poder civil para a expansão de sua doutrina e das igrejas, mas quando esse poder se mostrou hostil, ele se aliou à oposição. Para Calvino, um príncipe que combatia a igreja perdia automaticamente seus direitos e era lícito fazer-lhe oposição, até mesmo armada. Na França, os calvinistas, conhecidos como huguenotes, tiveram de enfrentar os Guises, poderosa família católica que controlava o fraco rei Francisco II. As resultantes guerras religiosas deixaram na história um marco trágico: a noite de são Bartolomeu (1572), na qual morreram milhares de huguenotes. Essas guerras só chegaram a termo com o edito de Nantes (1598).
Nos Países Baixos, os calvinistas apoiaram a rebelião contra Filipe II da Espanha. Na Escócia, o calvinismo -- também conhecido como puritanismo, devido a seu rigor doutrinal -- teve desde o início muitos seguidores, graças ao esforço reformador de John Knox, que fez do presbiterianismo a religião oficial. Na Inglaterra, depois do período da revolução puritana de Oliver Cromwell, a igreja presbiteriana foi proibida pelo anglicanismo oficial e só em 1686 foi novamente liberada.
Os puritanos ingleses exilados levaram a igreja presbiteriana à Nova Inglaterra, colônia da costa atlântica da América do Norte. Os próprios ingleses e os holandeses propagaram o calvinismo por diversos países de seu império colonial, sobretudo na futura África do Sul.
Doutrina teológica. O homem sob o peso de Deus. A doutrina de Calvino se polariza na soberania de Deus: "Toda glória a Deus." A justificação e a santificação do homem são obras exclusivas de Deus, que predestina alguns para a salvação "antes de levar em conta seus méritos" futuros e o faz concedendo-lhes graças eficazes e irresistíveis que lhes permitem perseverar até o fim. Qualquer contribuição humana diminuiria a soberania absoluta de Deus. Assim, Calvino também teve de admitir que os pecadores, os condenados, não haviam escapado à eficaz vontade divina: Deus os havia predestinado à destruição, antes de prever seus pecados e, no calvinismo mais rígido, antes mesmo de prever o pecado original de Adão no Paraíso. Pela doutrina calvinista, só se admitem dois sacramentos: o batismo e a eucaristia, mas seu caráter é meramente simbólico e não proporciona a graça. O conhecimento do homem nada mais é que as idéias infundidas nele por Deus, que é a "única fonte da verdade" e princípio real das ações humanas. O homem é um tão-somente um instrumento dos desígnios divinos.
A palavra de Deus. A fonte da verdade é a Sagrada Escritura, a palavra de Deus, iluminada pelo Espírito Santo e ilustrada pela pregação. Calvino aceitava os primeiros concílios e a doutrina de santo Agostinho contra o herege Pelágio -- que negava a necessidade da graça divina em favor do livre arbítrio --, mas rechaçava o magistério da Igreja Católica e acusava de idolatria a hierarquia de Roma.
Igreja e sociedade. A igreja tem "poder supremo para submeter todos os cristãos à obediência de Deus e colocá-los a seu serviço, coibindo e corrigindo os escândalos". O cristianismo santificado está nas mãos de Deus e não teme nenhum poder civil. Seu valor é um sinal de sua justificação, da mesma forma que a prosperidade exterior e a riqueza. Essas idéias levaram-no à chamada "ética da economia": "O ouro e a prata são boas criaturas, às quais se pode dar bom uso". O juro, que era então considerado usura, só podia chegar a cinco por cento.
A pequena burguesia da Europa protestante aceitou bem esse arquétipo calvinista do cidadão laborioso e parcimonioso, predestinado por Deus, e sociólogos como o alemão Max Weber analisaram essa circunstância como uma das fontes do capitalismo. No campo político, a doutrina da predestinação levou em certos casos à segregação dos que não eram tidos como "predestinados". Por outro lado, a adoção do sistema de eleições pelos calvinistas favoreceu a instauração de governos democráticos.
Fonte: Enciclopédia Barsa.


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Após cinco anos, governo quer fim das brechas na Lei Maria da Penha

Após cinco anos, governo quer fim das brechas na Lei Maria da Penha
Desde 2006, governo registrou 434 mil relatos de violência contra mulher.
Criada para tornar mais rigorosa a pena contra quem agride mulheres, a Lei Maria da Penha completa neste domingo (7) cinco anos em vigor. Nesta sexta-feira (5), o governo comemora a data com um evento no Rio e apresenta os avanços em relação às políticas públicas para amulher.
Dados que serão divulgados no evento e obtidos com antecedência pelo G1 sobre o serviço 180, a central de atendimento sobre violência contra a mulher do governo federal, indicam que, desde abril de 2006, quando o serviço foi criado, até junho deste ano, foram registrados 1,952 milhão de atendimentos, dos quais 434.734 (22,3%) relatos de violência contra a mulherà Lei Maria da Penha.
Entre os registros estão violência física, violência psicológica, violência moral, violência patrimonia, violência sexual, cárcere privado e tráfico de mulheres.
Somente no primeiro semestre deste ano, foram 293.708 atendimentos, sendo 30,7 mil relatos de violência contra a mulher.
A expectativa do governo federal é que a validação da lei no Supremo Tribunal Federal (STF) a torne mais eficiente para o combate à violência contra a mulher. Juízes chegaram a afirmar que a norma fere a Constituição e a igualdade entre homens e mulheres. Desde 2007, tramita no STF um pedido feito pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que a Corte declare a lei constitucional. A ação foi proposta pelo ex-presidente Lula para evitar brechas e uniformizar o entendimento da Justiça sobre a lei.
A ministra da Secretaria das Mulheres, Iriny Lopes, afirmou em entrevista ao G1 que a expectativa do governo é “positiva” em relação à manifestação da mais alta Corte brasileira.
“É um presente que o STF dará não só às mulheres, mas à sociedade. É responsabilidade passar paz e confiança para essas mulheres que são agredidas perante os filhos. Nossa expectativa é positiva porque um agressor impetrou um habeas corpus no STF, e o voto do relator já indicava que não havia inconstitucionalidade na lei”, afirmou a ministra.
Em entrevista ao G1, a farmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes, de 66 anos, que foi vítima de violência e deu nome à lei, afirmou que ainda falta estrutura e investimentos para o melhor atendimento para mulheres vítimas de violência.
Supremo
O julgamento de um habeas corpus , em março deste ano, foi uma amostra de como a atual composição do plenário do Supremo vê a Lei Maria da Penha. Por unanimidade, os ministros negaram o recurso de Cedenir Balbe Bertolini, condenado a prestar serviços à comunidade por ter dado empurrões em sua companheira.
Ele recorreu ao STF porque, de acordo com a legislação de processo criminal, é possível pedir suspensão do processo em casos de pena mínima de um ano. Mas a Lei Maria da Penha impede a concessão desse tipo de benefício aos agressores de mulheres.
“Estamos aguardando a votação. Não se trata só de punir. A lei é muito abrangente. A lei já alterou a sociedade, ela ficou muito conhecida e pode até ter um caráter pedagógico”, disse a ministra Iriny Lopes.
Durante o julgamento, todos os ministros defenderam a validade da lei e lembraram a desigualdade que marca os casos de violência contra as mulheres. “[A lei], além de constitucional, é extremamente necessária porque é no seio da família que infelizmente se dá as maiores violências e as maiores atrocidade”, afirmou o ministro Dias Toffoli na ocasião.
Maria da Penha avalia em entrevista ao G1 a aplicação da lei que leva o seu nomeJuiz aplica Lei Maria da Penha para proteger mulher de ex-companheira
“Todas as vezes em que uma de nós é atingida, todas as mulheres do mundo são. É a autoestima que vai abaixo. É esta mulher que não tem mais condições de cumprir seu papel com dignidade e estamos falando da dignidade humana”, declarou no julgamento a ministra Cármen Lúcia.
Diante dos ataques à Lei Maria da Penha, em junho de 2010, o então procurador-geral da República, Roberto Gurgel, também ajuizou uma ação pedindo que o Supremo defina uma contradição que provoca distúrbios na interpretação da lei.
A Lei Maria da Penha permite que o processo contra o agressor seja extinto se a mulher retirar queixa. Mas o ex-procurador pede que o Supremo interprete a lei de forma a não permitir que a queixa seja desfeita e, com isso, garanta “resposta a um quadro de impunidade de violência doméstica contra a mulher”. As duas ações são de relatoria do ministro Marco Aurélio Mello.
 Balanço dos cinco anos
Para a ministra Iriny Lopes, o serviço 180 ajuda na eficácia da lei. “O crescimento da utilização do serviço é contínuo nos últimos quatro anos. Cada vez mais o 180 é utilizado pela confiabilidade no serviço e garantia de anonimato de quem denuncia. As mulheres se sentem seguras e encorajadas ao usarem o 180”, disse Iriny.
PERFIL DA MULHER QUE DENUNCIA
Parda 46%
Entre 20 e 40 anos 64%
Cursou parte ou todo o ensino fundamental 46%
Convive com o agressor há mais de dez anos 40%
Denúncias feitas pela própria vítima 87%
Fonte: Secretaria de Políticas para as Mulheres
A secretaria levantou o perfil da mulher que entra em contato com o serviço. Segundo dados da pasta, a maioria é parda (46%), tem entre 20 e 40 anos (64%), cursou parte ou todo o ensino fundamental (46%), convivem com o agressor há mais de dez anos (40%) e 87% das denúncias são feitas pela própria vítima.
O balanço registrou que 59% das vítimas declararam não depender financeiramente do agressor e, em 72% das situações, os agressores são os maridos das vítimas. Os números mostram, ainda que 65% dos filhos presenciam a violência e 20% sofrem violência junto com a mãe.
O estado de São Paulo lidera o ranking de procuras pelo 180 com 44, 4 mil atendimentos, seguido pela Bahia com 32 mil. Em terceiro lugar aparece Minas Gerais com 23,4 dos registros.
Desafios
Para a ministra Iriny Lopes, além da manifestação do STF, o desafio da lei é ampliar as redes de proteção nos Estados, como instalações de abrigos, delegacias e tratamento das vítimas.
ESTADOS QUE REGISTRARAM MAIS DENÚNCIAS DE MULHERES POR TELEFONE (no primeiro semestre de 2011)
São Paulo 44.499
Bahia 32.044
Minas Gerais 23.430
Rio de Janeiro 20.292
Pará 16.143
Fonte: Secretaria de Políticas para Mulheres
 “A casa-abrigo é o fim da linha. É quando a mulher corre riscos dentro de casa e precisa ir para lá. Tem lugar no Brasil que não tem, por exemplo. Quando seremos vitoriosas? Quando estas casas virarem bibliotecas, pinacotecas. Por enquanto, precisamos ampliar a rede”, defendeu a ministra.
Com a Lei Maria da Penha, foram criados cerca de 50 juizados pelo pais especializados em violência doméstica. Mas ainda não estão instalados nos Estados de Sergipe, Paraíba e Rondônia. A ministra disse à reportagem que esteve na Paraíba e discutiu a instalação de juizados no Estado, mas ponderou que a decisão depende do Judiciário e governos estaduais.
Desde a criação da Maria da Penha, 110,9 mil processos de 331,7 mil foram sentenciados. Foram decretadas 1.577 prisões preventivas, 9.715 prisões em flagrante e 120.99 audiências designadas, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), divulgados em março deste ano.
Do restante, foram 93.194 medidas protetivas, 52.244 inquéritos policiais e 18.769 ações penais.
Fonte: G1.com.br



FIGURINISTA

 Figurinista é o profissional que trabalha escolhendo e produzindo elementos de cena em uma produção artística (de teatro, cinema ou televisão). O figurino corresponde aos trajes, adereços e acessórios utilizados pelos artistas, que fazem parte da composição de cena e do espetáculo em si. O profissional é responsável por todo o figurino dos personagens, levando em conta muitos aspectos do roteiro, como por exemplo, a época e a região em que a situação se passa, os costumes, o vestuário, tipo físico e psicológico dos personagens, etc.
 Quais as características desejáveis para ser um figurinista?
Para ser um figurinista é desejável que o profissional goste de moda, e que, além de tudo, tenha sensibilidade para combinar os aspectos de cena. Outras características interessantes são:
responsabilidade
dinamismo
metodologia
agilidade
flexibilidade
carisma
facilidade de lidar com os artistas
curiosidade e vontade de pesquisar
interesse em se manter informado e atualizado
Qual a formação necessária para ser um figurinista?
Não existe formação exigida para ser um figurinista, muito embora, a maioria das produtoras de filmes, peças, espetáculos e de televisão exijam que o profissional seja formado em algum curso de graduação ligada à moda, negócios da moda, design de moda, etc. É também muito interessante que o profissional esteja em constante processo de atualização e participe de cursos, workshops e treinamentos da área.
Principais atividades
 analisar a proposta de trabalho, ler o roteiro da peça, novela, espetáculo, show, etc
analisar o orçamento disponível e elaborar um projeto que atenda todas as necessidades do espetáculo
pesquisar sobre a época e região em que se passa a trama ou sobre o estilo de espetáculo
pesquisar sobre os costumes comuns na época
analisar psicologicamente os personagens
analisar fisicamente os atores e atrizes que representarão os papéis
preparar uma equipe para trabalhar no projeto
elaborar os trajes, acessórios e adornos de cada personagem
quando necessário, produzir o vestuário juntamente com uma costureira
realizar manutenção das roupas quando necessário
elaborar, em conjunto com outros profissionais, projeto de orientação de luz que valorize o figurino
Áreas de atuação e especialidades
 O figurinista profissional trabalha em apresentações e montagens artísticas, podendo ser enquadrados nessa categoria as peças teatrais, peças musicais, espetáculos de dança, shows, novelas, minisséries, filmes longas e curtas-metragem, eventos que tenham participações artísticas, etc.
Curiosidades
 Não se sabe ao certo quando o uso de roupas, por parte do ser humano, começou, porém, tudo indica que o costume começou e se espalhou para proteger os seres humanos de fatores naturais e também pela aparência.
 Agulhas primitivas, feitas de osso e marfim, foram identificadas na Rússia em 1988, datadas como sendo de mais 30 mil anos atrás. Acredita-se que o uso das roupas já fosse corrente e que a técnica de fabricação de fios já tivesse sido dominada (usando pelos de animais como as ovelhas ou fiapos de certas plantas como o algodão) ao final da Idade da Pedra, há 25 mil anos atrás. Técnicas na produção de roupas melhoraram gradualmente com o passar do tempo, permitindo eventualmente a conectar pedaços de pele entre si e, assim, formar peças de roupas mais elaboradas.
Fonte: Brasil Profissões.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

BATISTAS

Como outros grupos protestantes, os batistas acreditam que somente os fiéis adultos devem ser batizados e por imersão.
A Igreja Batista originou-se dentro do movimento puritano, surgido no século XVII, na Inglaterra, como uma corrente do congregacionalismo, que defendia a plena autonomia das igrejas locais, conforme o modelo das primeiras comunidades cristãs, descritas no Novo Testamento. Embora não constitua uma igreja única, possui uma forma congregacional de governo eclesiástico, e sua expansão internacional, a partir do século XIX, levou à formação em Londres, em 1905, da Aliança Mundial Batista (BWA), que coordena as igrejas afiliadas, promove congressos e mantém um secretariado em Washington, nos Estados Unidos.
De início os batistas se dividiram em duas correntes principais: a dos particulares, calvinistas extremados que acreditavam ter Cristo morrido só para os eleitos; e a dos batistas gerais, calvinistas moderados, que acreditavam numa expiação em favor de todos os homens. Aderiram à crença de que a salvação se oferece a todos -- e por isso Cristo morreu -- e que os homens são dotados de liberdade e não predestinados, como prega a corrente dos particulares.
Após um período de decadência, os batistas receberam no final do século XVIII um novo impulso e desenvolveram uma grande obra missionária. Em 1891 os grupos se fundiram na grande União Batista, que alcançou notável influência na vida religiosa e política britânica, até a primeira guerra mundial.
Os batistas se estabeleceram nos Estados Unidos, em meados do século XVIII, em Providence e Filadélfia. Influenciados pelo movimento religioso que pregava a primazia da vivência religiosa sobre a razão, multiplicaram-se e atingiram principalmente os estados sulistas. A atitude diante da escravatura dividiu os batistas em duas igrejas. A Igreja Batista negra, no sul, adquiriu maior desenvolvimento e importância que a do norte e formou suas próprias comunidades e federações. Na década de 1960 a Igreja Batista negra e seus ministros, sob a liderança de Martin Luther King, desempenharam um significativo papel no movimento pelos direitos civis.
No século XX os batistas fragmentaram-se num grande número de igrejas independentes, constituídas em seitas fundamentalistas. Estas deram alguns líderes importantes aos movimentos teológicos, porém, de modo geral, os batistas se destacaram mais por suas experiências religiosas e de expressão do que por suas próprias concepções teológicas. A maioria dos núcleos batistas se concentra nos Estados Unidos.
Doutrina e culto. Os batistas reconhecem as Sagradas Escrituras como livros inspirados e autoridade suprema. As igrejas locais são totalmente autônomas, mas podem unir-se em congregações. Seus ministros atuam por delegação da comunidade e os sacramentos têm somente valor simbólico. Os fiéis gozam de liberdade de consciência, sem nenhuma imposição doutrinal.
O culto religioso é centrado na exposição das Sagradas Escrituras, através do sermão. As palavras do pastor são seguidas de meditação e apresentação da experiência religiosa de cada um, acompanhada de cantos entoados durante o ato comunitário.
Fonte: Enciclopédia Barsa.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A EVOLUÇÃO DA CULTURA NERD

Fonte: G1

CIBERESTÉTICA

Hoje, em pleno universo digital, o Homem transita por um novo território, conhecido como ciberespaço, uma esfera de interconexão que prescinde da presença material do ser humano para que se estabeleça um processo de comunicação  interativa. Desta forma sobra espaço para a fantasia, imprescindível para que se gere uma identidade anônima, a qual será compartilhada com as outras pessoas.
Nesta esfera inovadora surge uma nova linguagem, que traduz novas formas de relacionamento, envolvendo o homem, o meio ambiente, os animais e a tecnologia. É neste contexto que se destaca cada vez mais a ciberestética, a mais contemporânea vertente da Estética.
A ciberestética investiga os processos que regem os sentidos subversivos de um corpo que atua, raciocina e sente virtualmente, ao interagir com interfaces – recursos lógicos que permitem o intercâmbio de dados entre dois sistemas – que lhe abrem as portas para um universo não material, presente não só no computador, especialmente na Internet, mas também nos celulares, em chips, transistores, câmeras ópticas, GPS, entre tantos outros mecanismos.
Modernas percepções exigem formas alternativas de ver o mundo, de compreender as relações com o próprio Universo. É no âmbito destas conexões desdobradas no interior de um ciberespaço cada vez mais arraigado ao corpo físico, por meio de teclados, mouses, modens, câmeras e toda espécie de equipamento sensorial, que se torna imprescindível a existência de uma disciplina que estude e torne compreensível este processo.
O corpo se transforma sensorialmente ao realizar uma síntese de seus estímulos energéticos com os do computador, cada vez mais provido de inteligência artificial. É possível, assim, gerar no ciberespaço um número crescente de novas vidas, híbridas, semi-artificiais, que provocam nos sentidos humanos uma verdadeira metamorfose. Isto ocorre, por exemplo, no Second Life, jogo digital que se tornou muito conhecido, no qual as pessoas podem criar seus avatares – personalidades virtuais -, e assim desenvolver vidas completamente alternativas.
Esta simulação ajuda a compreender melhor a amplitude assumida pelo universo digital, quando é possível estabelecer verdadeiras redes urbanas no ciberespaço, gerando comunidades, congestionamentos, homepages, uma vivência virtual, ao lado da real. No Second Life até mesmo negócios são realizados na esfera virtual. Da mesma forma emergem relações afetivas que dificilmente poderiam ser definidas como reais ou imaginárias, pertencendo portanto a um âmbito ainda parcialmente desconhecido, o da natureza virtual.
As emoções e os sentidos mobilizados nesta experiência tecnológica, as experiências artísticas e sensíveis nascidas desta interação, que não exclui operações matemáticas extremamente complexas, ocultas em softwares de alto desempenho, criados para que todas estas vivências híbridas possam ser realizadas, são hoje pesquisados a fundo pela Ciberestética. Esta vertente estética tenta compreender, alcançar as consequências desta nova interação energética do corpo e da mente humana, imbuídos de todo seu poder cognitivo, com a inteligência artificial – ambos vinculados pela energia elétrica, presente em todo o Universo.


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

COTIDIANO

DEMOCRACIA

Democracia (do grego demos, “povo”, e kratos, “autoridade”).
Segundo o dicionário Aurélio: ”1- Governo do povo; soberania popular; democratismo. 2-Doutrina ou regime político baseado nos princípios da soberania popular e da distribuição eqüitativa do poder.”
 “É o governo do povo, para o povo, pelo povo”. “Governo do povo” quer dizer governo com um sentido popular; “para o povo” significa que o objetivo é o bem do povo; “pelo povo” quer dizer realizado pelo próprio povo. Na democracia é o povo quem toma as decisões políticas importantes (direta ou indiretamente por meio de representantes eleitos).
A Democracia surgiu na Grécia  onde o governo era realmente exercido pelo povo, que fazia reuniões em praça pública para tratar de vários assuntos e problemas, era a chamada Democracia Direta. Neste tipo de democracia, as decisões são tomadas em assembléias públicas. Com o crescimento das populações, as reuniões em praça pública ficaram impossíveis de acontecer, surgiu, então um novo tipo de Democracia, a Democracia Representativa, onde o povo se reúne e escolhe – por meio do voto – os representantes que irão tomar decisões em seu nome. Este é o processo mais comum de tomada de decisão nos governos democráticos, também chamado de mandato político.
A democracia se opõe à ditadura e ao totalitarismo e reúne princípios e práticas que protegem a liberdade do ser-humano.
Em seu livro “Política”, o filósofo Aristóteles analisou vários sistemas de governo, chamou de injusta a democracia (demokratia) e de justa a República (politeia). A demokratia de Aristóteles se aproxima mais da democracia direta e a politeia da democracia representativa
Alguns fundadores dos EUA usaram os termos “Democracia” e “República” de forma similar a usada por Aristóteles. “República” era usada para designar a democracia representativa, que na opinião deles era a única capaz de proteger os direitos dos cidadãos, já o termo “democracia” era usado para designar a democracia direta que para eles era sinônimo de tirania e injustiça.
Muitos cientistas políticos usam o termo “democracia” para caracterizar um governo que atua em favor do povo (direto ou representativo), enquanto que “Republica”, seria o sistema político onde o chefe de estado é eleito por um determinado período de tempo.
Os comunistas costumam dizer que as democracias não são democráticas, pois para eles, a classe dominante é que exerce o poder. Na opinião deles, o povo é manipulado pela mídia, que faz com que a classe  trabalhadora seja influenciada na hora de votar. Os comunistas acreditam que, somente em um regime socialista é que haveria uma verdadeira democracia.
Não é possível contabilizar quantas democracias existem no mundo, mas estima-se que existam mais de 120.
ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DE UMA DEMOCRACIA
- liberdade individual
 - igualdade perante a lei sem distinção de sexo, raça ou credo
 - direito ao voto
 - educação
 - direito ao livre exercício de qualquer trabalho ou profissão
OBS: Hoje, todas as pessoas podem exercer o direito ao voto, sem nenhum tipo de preconceito. No Brasil, os cidadãos a partir de 16 anos já podem votar, com exceção dos prisioneiros. Em alguns países mesmo após a liberdade, dependendo do crime cometido, os detentos continuam sem o direito de votar.
É preciso cultivar a chamada “consciência política” em todos os cidadãos, não só nos dias de eleição, nem na época da campanha eleitoral. A medida em que o povo for adquirindo essa consciência política, nosso regime democrático vai melhorando.
Cristiana Gomes



quarta-feira, 19 de outubro de 2011

CULTURA POLÍTICA

A cultura política  é um conjunto de atitudes, normas, crenças, valores e atitudes políticas inerentes e presentes numa sociedade. A cultura política também abrange em seu conceito todas as instituições políticas.
Significa um amplo campo de pesquisa e discussões, considerando a postura dos cidadãos, o grau de confiança da sociedade, aceitação ou recusa das ações políticas das instituições, as identidades partidárias e o desencadear dos conflitos políticos.
Os primeiros estudos acadêmicos sobre a ciência política e sua cultura surgiram no início do século XX. A cultura política passou a receber influências intelectuais de pesquisas antropológicas e culturalista.
Os primeiros estudos formam influenciados também pelo determinismo, produzindo resultados equivocados e percepções incompletas e equivocadas sobre as sociedades pesquisadas. Havia a afirmação de que cada nação possui cultura política homogênea e imutável, e que jamais haveria mudança política, o que não se confirmou à época das mudanças que se sucederam no decorrer do século XX.
Fernando Rebouças.


Ecólogo

O ecologista estuda e pesquisa os ecossistemas florestais, aquáticos e urbanos, procurando diminuir os efeitos da ação do homem sobre eles. Este profissional realiza pesquisas de campo e trabalha com os mais modernos recursos tecnológicos, como satélites, radares e computadores, e não dispensa as saídas a campo. Assim, o profissional divide seu tempo entre longas estadas em áreas selvagens e a rotina da análise de dados coletados, feita em laboratórios e escritórios.
 Quais as características necessárias para ser um ecólogo?
Para realizar este trabalho é necessário que o profissional seja altamente capacitado e deva conhecer muito bem as estruturas e o perfil dos ecossistemas.
Características desejáveis
Capacidade de análise e observação
Curiosidade
Gosto pela pesquisa e pelos estudos
Habilidade para lidar com questões adversas
Gosto por atividades ao ar livre
Saber trabalhar em equipe
Possuir interesse pelas ciências, plantas e animais
Qual a formação necessária para ser um ecólogo?
 Para se tornar um ecólogo é necessário concluir o curso de graduação em ecologia que tem 4 anos de duração. Os três primeiros anos incluem matérias básicas, como biologia, química, geologia, matemática e estatística. Nas aulas em laboratório, aprenderá a fazer análises químicas e biológicas e a manipular medidores de dados ambientais. No quarto ano, estudará ecossistemas aquáticos e terrestres, comunidades e poluição. É possível também concluir o bacharelado em ciências biológicas e, depois, fazer especialização em ecologia. O estágio é obrigatório.
Principais atividades
 Ecólogos são profissionais que contribuem significativamente para a compreensão e preservação da biodiversidade. Eles possuem conhecimento para assessorar e solucionar problemas em áreas específicas do meio ambiente.
 Conduzem pesquisas dentro e fora dos laboratórios - tanto por análises teóricas como por experimentos práticos. Estas questões podem ser solucionadas através do uso de métodos científicos tanto em campo quanto em casa.
Aplicam o conhecimento obtido para solucionar problemas ambientais, pela pesquisa, interagindo com comunidades prejudicadas, redigindo análises de impactos ambientais e formulado políticas sustentáveis.
Auxiliam a gerenciar os recursos naturais através do monitoramento, gerenciamento e recuperação de populações e ecossistemas.
 Comunicam-se com colaboradores, estudantes e o público, através de artigos e papers.
Áreas de atuação e especialidades
O ecólogo é um profissional capaz de atuar em diferentes áreas:
 Avaliação de risco e impactos ambientais: elabora relatórios de impacto ambiental. Fiscaliza obras que possam interferir no meio ambiente ou causar danos à natureza.
 Ensino e pesquisa: trabalha em universidades desenvolvendo pesquisas e lecionando.
 Consultoria: trabalha com relatórios de impacto ambiental, controle de emissão de poluentes industriais. Assessora governos e empresas na preservação do meio ambiente. Projeta estações ecológicas, parques florestais e zoológicos.
 Educação ambiental: dá palestras, monta programas educativos em reservas ecológicas e parques.
 Ecossistema: recupera áreas devastadas. Decide a melhor estratégia de ocupação e exploração de uma região sem agredir a natureza.
 Turismo: planeja viagens ecológicas e orienta turistas em passeios em reservas ecológicas e parques.
Mercado de trabalho
O campo de atuação do ecólogo se amplia a medida que cresce a consciência da preservação do meio ambiente com o desenvolvimento. Os postos de trabalho na área de meio ambiente tendem a crescer enormemente nos próximos anos. Apesar de surgirem muitas vagas no anunciado concurso do IBAMA, a grande demanda virá principalmente de empresas privadas na área de consultoria, ONG's, instituições de ensino e no turismo.
Regulamentação
 A profissão de Ecólogo infelizmente ainda não é reconhecida pela legislação brasileira. Essa é uma das principais lutas da Associação Brasileira dos Ecólogos (ABE): apoiar a criação de uma lei que regulamente essa profissão para que os profissionais possam trabalhar de forma legítima. Para isso, em 2001 a ABE revisou um projeto de lei escrito pelas diretorias anteriores, e que foi enviado ao Congresso Nacional para votação. O Projeto de Lei 591/2003, no entanto, só foi levado a Câmara Federal em 2003.
Curiosidades
A palavra Ecologia tem origem no grego "oikos", que significa casa, e "logos", estudo, reflexão. Logo, por extensão seria o estudo da casa, ou de forma mais simples, do lugar onde se vive. O cientista alemão Ernst Haeckel, em 1869, foi quem primeiro usou este termo para designar a parte da biologia que estuda as relações entre os seres vivos e o ambiente em que vivem, além da distribuição e abundância dos seres vivos no planeta.


terça-feira, 18 de outubro de 2011

COTIDIANO

DESIGUALDADE SOCIAL

A  noção popular de que poucos com muito e muitos com pouco gera conflitos sociais e mal estar humano ainda é considerada a principal cauda da desigualdade social no Brasil e em diversos países do mundo. A desigualdade social no Brasil, apesar dos avanços da primeira década dos anos 2000, ainda é considerada uma das mais altas do mundo.
 A desigualdade social prejudica cidadãos de todas as faixas etárias, principalmente os jovens de classe de baixa renda, impossibilitados de ascender  socialmente pela falta de uma educação de qualidade , de melhores oportunidades no mercado de trabalho e de uma vida sadia e digna.
 A desigualdade social gera uma previdência enfraquecida que não consegue sustentar os aposentados dignamente; permite a existência de  um mercado de trabalho e uma educação elitizada, onde poucos jovens de menor renda conseguem adquirir uma melhor formação escolar e profissional; e , dentre as piores consequências, propicia  a ocorrência da violência urbana.
 O principal desafio é promover o direito ao cidadão  viver dignamente, tendo real participação da renda de seu país através da educação e de oportunidade no mercado de trabalho e, em situações emergenciais, receber do governos benefícios sociais complementares até  a estabilização de seu nível social e meios próprio de sustento.
A atual disposição da renda brasileira possui fatores históricos enraizados desde os tempos das capitanias hereditárias que concentravam a posse de terras, da escravidão que gerou uma massa de pessoas desassistidas  e das monoculturas que não permitiam um maior acesso ao alimento e à riqueza gerada pela terra.
Em 2005, segundo o relatório do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), o Brasil ficou em oitavo lugar na pesquisa sobre a desigualdade social, ficando na frente de nações como Guatemala, Suazilândia, República Centro-Africana, Serra Leoa, Botsuana, Lesoto e Namíbia.
Em 2005, o relatório estudou 177 países, o Brasil obteve o oitavo pior índice. Segundo esse relatório, no Brasil, cerca de 46,9 da renda nacional estavam nas mãos de 10% mais ricos da população. Entre os 10% mais pobres, a renda era de apenas 0,7%
Em pesquisa realizada pelo IBGE nos anos de 2008 e 2009, detectou-se que a família brasileira gasta cerca de 2.626,31 reais em média por mês. As famílias da região Sudeste gastam 3.135,80 reais contra 1.700,26 das famílias do Nordeste. Essa desigualdade no gasto mensal das famílias também é percebida entre as áreas urbana e rural.
Na área urbana, a média de gasto é de 2.853,13 reais contra 1.397,29 nas áreas rurais. Esse relatório faz parte das primeiras divulgações da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2008/09. O estudo visitou 60.000 domicílios urbanos e rurais no período de maio de 2008 a maio de 2009. O estudo considerou despesas, rendimentos, variação patrimonial, e condições de vida das famílias.
Fernando Rebouças.


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

REDES SOCIAIS

video

CINISMO

O Cinismo  foi uma escola filosófica grega criada por Antístenes, seguidor de Sócrates, aproximadamente no ano 400 a.C., mas seu nome de maior destaque foi Diógenes de Sínope. Estes filósofos menosprezavam os pactos sociais, defendiam o desprendimento dos bens materiais e a existência nômade que levavam.
A origem dessa expressão é um tanto controvertida, pois alguns pesquisadores crêem que ela provém do Ginásio Cinosarge, espaço no qual Antístenes teria edificado sua Escola, enquanto outros afirmam que ela deriva da palavra grega kŷőn, kynós, que significa ‘cachorro’, alusão à vida destes animais, que seria igual à pregada pelos cínicos. Aliás, o símbolo deste grupo era justamente a imagem de um cão. De qualquer forma, porém, ela se origina do grego Kynismós, passando pelo latim cynismu, e assim chegando até nossos dias. Hoje, através de desvios de significado, este termo se refere àqueles desprovidos de vergonha e de qualquer sentimento de generosidade em relação à dor do outro. Mas não por acaso, pois os cínicos desejavam se desprender de todo tipo de preocupação, inclusive com o sofrimento alheio.
Sócrates já expressava seu repúdio pelo excesso de bens materiais dos quais a Humanidade dependia para sobreviver. Ele tinha como alvo a verdadeira felicidade, para a qual nada disso era necessário, pois ela estava conectada aos estados da alma, não a objetos externos. Posteriormente os cínicos passaram a pregar justamente esta forma de viver, na prática diária. O nome de Diógenes, seu principal defensor, tornou-se praticamente sinônimo desta Escola. Segundo histórias antigas, ele encontrou-se com Antístenes assim que chegou a Atenas, mas este não queria a seu lado nenhum discípulo. Diógenes, porém, gradualmente convenceu-o do contrário.
Diógenes radicalizou as propostas de Antístenes, e as exemplificou em sua própria vida, com severidade e persistência tais que sua forma de agir atravessou os séculos, impressionando os estudiosos da Filosofia. Ele ousou quebrar a visão clássica do grego, substituindo-a por uma imagem que logo se tornou modelar para a primeira etapa do Helenismo e mesmo para o período do Império. Ele procurava um homem que vivesse de acordo com seu eu essencial, sem se preocupar com nenhuma convenção social, em harmonia com sua verdadeira forma de ser – somente esta pessoa estaria apta a alcançar a felicidade.
Para este filósofo, a existência submetida apenas à teoria, escrava das elaborações intelectuais, sem o exercício da prática, do exemplo e da ação, não tinha nenhum sentido. Assim, sua doutrina seguia na contramão da cultura, do saber racional, pois ele considerava as matemáticas, a física, a astronomia, a música e a metafísica – conhecimentos super valorizados na época – sem nenhuma utilidade para a jornada interior do Homem.
Ele radicalizava quando afirmava que as pessoas deveriam buscar seus instintos mais primários, ou seja, seu lado animal, vivendo sem objetivos, sem nenhuma carência de residência ou de qualquer conforto material. Assim, elas encontrariam seu fim maior – as virtudes morais. A este estado de desprendimento ele chamava Autarcia ou Autarquia. Os cínicos, mais uma vez seguindo o estilo de Sócrates, não deixaram nenhum legado escrito. O que se conhece sobre esta Escola foi narrado por outras pessoas, geralmente de um ângulo crítico.
Ana Lucia Santana


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

CULTURA DEMOCRÁTICA

Quando o cidadão, considerado povo, possui o poder de decisão política direta ou representada, ele está inserido num regime de governo democrático. Há a democracia pura, onde o cidadão participa de decisões e escolhas através de voto direto, e a democracia indireta e representativa, na qual o povo elege representantes para suas decisões.
Dentro deste conceito de democracia, aconteceu na década de 60, um estudo científico-social realizado por Gabriel Almond e Sidney Verba, que gerou a publicação da obra A cultura cívica: atitudes políticas e democracia em cinco países , a pesquisa visava estudar o potencial cultural para o estabelecimento da democracia e sua estabilidade em determinadas regiões e países.
As condições para um regime democrático ser estabelecido seguia a condição da orientação cognitiva, ou seja, avaliar o nível de conhecimento e crença no regime democrático que os cidadãos de determinada região poderiam apresentar. Além da orientação cognitiva, há também no estudo a noção de orientação afetiva que avalia o sentimento democrático existente em determinado país, e a orientação avaliativa, que busca uma reflexão e análise sobre a opinião popular a respeito do sistema político vigente ou planejado.
Há ainda a pontuação em três tipos de cultura cívica. A paroquial, a súdita e a participante. A paroquial segue as estruturas políticas tradicionais, a súdita segue estruturas autoritárias e a participante, a estrutura democrática.
Fernando Rebouças.

ANGLICANISMO

"Entre as comunhões nas quais subsistem em parte as tradições e estruturas católicas, ocupa lugar especial a comunhão anglicana". Contida no documento sobre ecumenismo do concílio Vaticano II, essa afirmação não é propriamente uma novidade. Afinal, a Igreja Anglicana, à diferença de outras, nascidas da Reforma protestante, considera a si mesma "uma parte da igreja una" e seu fundador, o rei Henrique VIII da Inglaterra, estudioso de teologia e refutador de Lutero, recebeu do papa o título de defensor da fé, que os monarcas britânicos ostentam até hoje.
História. A reforma religiosa na Inglaterra e a reforma protestante iniciada por Lutero tiveram origens muito diferentes, embora ocorressem na mesma época. Os motivos sócio-políticos que geraram o luteranismo, e pelos quais este logo teve respaldo popular, não existiram na Inglaterra -- onde, pode-se dizer, o anglicanismo foi imposto pelo rei e teve pouca aceitação inicial entre os súditos.
Entretanto, a rigor não se pode afirmar que a ruptura entre a Inglaterra e o papado carecesse de antecedentes. Ao longo dos séculos XIII e XIV já haviam ocorrido entre os reis e o clero vários conflitos, cujas conseqüências foram um crescente predomínio do poder real e uma acentuação do caráter nacional da igreja. Com Henrique VII, que reinou entre 1485 e 1509, a coroa se apoderou de boa parte das propriedades dos mosteiros.
A origem da Igreja Anglicana se encontra, no entanto, na recusa de Roma em declarar nulo o casamento de Henrique VIII com Catarina de Aragão, celebrado em 1509 e do qual não haviam nascido descendentes varões. Pretendendo garantir a estabilidade da dinastia, em 1527 o rei tentou sem êxito conseguir do papa Clemente VII a anulação do casamento. Seis anos mais tarde, Thomas Cranmer, nomeado pelo rei arcebispo de Canterbury, declarou inválida a união entre Henrique e Catarina e celebrou o casamento do monarca com Ana Bolena. Seguiu-se a excomunhão do rei, que reagiu à Santa Sé, obtendo do Parlamento a aprovação do Estatuto de Supremacia (1534). O documento proclamava o monarca chefe da igreja na Inglaterra, declarava a coroa fonte suprema de jurisdição e privava o papa das rendas procedentes dos bens eclesiásticos.
As decisões do rei, cujas medidas arbitrárias e freqüentemente cruéis desde então se multiplicaram, encontraram clara resistência por parte do clero e do sínodo dos bispos. O monarca dominou prontamente os insatisfeitos e reprimiu com dureza as revoltas populares ocorridas em diversas regiões do país. Na própria corte e no alto clero levantaram-se vozes contra a conduta de Henrique VIII; os dois nomes mais representativos dessa resistência foram o cardeal John Fisher e o chanceler Thomas More, ambos condenados à morte e executados por ordem real.
Em 1536, Ana Bolena foi executada, acusada de adultério, e no mesmo ano fecharam-se os conventos menores, o que acarretou novas revoltas. O confisco, pouco depois, dos grandes mosteiros, e a passagem de seu patrimônio para as mãos do rei e dos altos cortesãos, assegurou a reforma da igreja da Inglaterra.
Depois da morte de Henrique VIII em 1547, subiu ao trono Eduardo VI, filho de Jane Seymour, terceira esposa do falecido rei. Até sua morte em 1553, Eduardo, um jovem de saúde frágil, reinou sob a influência do grupo de nobres que mais se haviam beneficiado da ruptura com Roma. Permaneciam as diferenças formais e doutrinárias entre o cisma da Inglaterra e os protestantes do continente, mas nesse momento ocorreu uma manifesta influência do luteranismo: redigiu-se um novo Book of Common Prayer (Livro de oração comum) totalmente escrito em inglês, proibiram-se atos litúrgicos tradicionais e muitas igrejas foram destruídas ou despojadas de todos os seus bens.
O reinado de Maria Tudor, filha de Henrique VIII e Catarina de Aragão, significou uma volta à comunhão com Roma. As atitudes da rainha foram tão desastradas, e a perseguição aos protestantes tão acirrada, que o único resultado foi o de oferecer numerosos mártires à nova igreja. O longo e próspero reinado de Elizabeth I, sucessora de sua meia-irmã Maria em 1558, consolidou definitivamente a instauração anglicana.
Nos séculos seguintes, contudo, não faltaram tensões dentro do anglicanismo, a ponto de se falar da High Church (Igreja Alta), mais próxima do catolicismo, e da Low Church (Igreja Baixa), de posições mais reformistas. A guerra civil de 1642, na qual saíram vitoriosos os puritanos, liderados por Oliver Cromwell, teve origem religiosa. Outro movimento, resultante da simpatia do rei Jaime II pelos católicos, acarretou o fim da dinastia dos Stuart.
Na primeira metade do século XIX houve um importante movimento renovador no seio da comunidade anglicana. Conhecido como movimento de Oxford, seu representante mais notável foi John Henry Newman, prelado anglicano que, convertido ao catolicismo em 1845, foi mais tarde designado reitor da universidade católica de Dublin e nomeado cardeal em 1879 pelo papa Leão XIII. O senso crítico e o espírito aberto de John Newman caracterizaram o grupo de Oxford, que defendeu uma aproximação entre as duas igrejas. Essa  postura, inusitada na época, deixou uma profunda herança.
Organização e doutrina. O chefe da Igreja Anglicana é o monarca, embora com relação a esse ponto se devam assinalar certas nuances importantes. Elizabeth I, ao consumar a separação definitiva da igreja de Roma, já se declarava "a única governante suprema do reino, tanto nas causas temporais como nas espirituais", o que, em sentido estrito, não significa que o soberano fosse chefe da igreja, mas sim a autoridade máxima nos assuntos legais, submetidos às leis do Parlamento. O arcebispo de Canterbury é o "primaz de toda a Inglaterra"; seguem-se hierarquicamente os bispos, presbíteros e diáconos, e somente os bispos têm autoridade para conferir ordens sagradas, confirmar os fiéis e consagrar templos.
A doutrina da Igreja Anglicana está contida nos chamados "trinta e nove artigos", que tiveram sua primeira redação em 1571, na intenção de obter a uniformidade doutrinária. Hoje em dia, com algumas exceções, os "artigos" não são usados fora da própria Inglaterra. Além deles, reconhecem-se três credos: o de Nicéia, o de Constantinopla e o Apostólico; e, como normas comuns, o Catecismo, as Homilias e o Book of Common Prayer, o qual, entre outras coisas, fixa a liturgia dos atos de culto. Nesse último aspecto, o movimento de Oxford mudou consideravelmente a vida paroquial, a tal ponto que às vezes não é fácil distinguir as cerimônias e o aspecto dos templos anglicanos da liturgia e dos templos católicos.
Nos últimos tempos, os teólogos anglicanos exerceram grande influência na aproximação entre as igrejas da Inglaterra e de Roma, sobretudo a partir do concílio Vaticano II , no qual estiveram presentes ilustres representantes anglicanos. Apesar disso, continuam existindo diversos aspectos nos quais o acordo não parece fácil, especialmente os que se referem aos dogmas da conceição e da assunção da Virgem Maria e ao da infalibilidade do papa.
Atualmente, a comunhão anglicana é composta pela igreja da Inglaterra, a da Irlanda, a de Gales, a Episcopal Escocesa, as do Canadá, Austrália e Nova Zelândia, a da África do Sul e, finalmente, a Episcopal Protestante dos Estados Unidos, além das igrejas estabelecidas nas antigas colônias britânicas.
Fonte: Enciclopédia Barsa.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

COTIDIANO

CRIME ORGANIZADO

Obter lucro e poder transgredindo a lei através de um grupo e mecanismo de ação é a atividade do crime organizado. Na Itália, o crime organizado é denominado com máfia, bravta na Rússia, cartel na Colômbia, yakuza no Japão, e no Brasil, comando.
 Os comandos são quadrilhas que controlam rotas de entorpecentes e ações criminosas. Os governos consideram como crime organizado qualquer grupo de pessoas ou bando que atuam criminalmente.
O Ministro da Justiça do governo Lula, Márcio Tomaz Bastos, buscou uma definição mais específica para o crime organizado, e tem considerado que muitos órgãos do Sistema de Justiça não sabem combater o crime organizado, que além de ações físicas, exige constantes investimentos em inteligência.
Em que patamar um grupo de pessoas que agem ilicitamente devem ser consideradas como atuantes de crime organizado? Vários fatores devem ser considerados como qualificação do crime executado, o tipo de operação utilizado, a estrutura de organização do grupo, as bases de sustentação, divisões de funções e o tempo de existência, além da estabilidade de permanência dos elementos no grupo.
No debate contra o crime organizado são defendidas ideias de intromissão do exército nas operações urbanas, na ação conjunta das polícias e em investimentos constantes em ferramentas e treinamentos para os policiais brasileiros, bem como a manutenção da força tarefa. Porém, são necessárias reformas e adequações no judiciário, pois muitas vezes a polícia prende, e a falha justiça brasileira ameniza a pena, quando não “absolve” o criminoso.
Fernando Rebouças