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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

LEILOEIRO


 O leiloeiro é o profissional mediador, intermediário e motivador da venda de determinados bens, que vão a leilão. O profissional promove a melhor condição de venda, atendendo aos interesses do proprietário, que o contrata para que através do seu potencial de persuasão, faça com que o produto seja arrematado pelo melhor preço.
Quais as características necessárias para ser leiloeiro?
Há um perfil para a profissão que é previsto por lei, portanto para ser autorizado, o leiloeiro deve ter as seguintes características:
ser cidadão brasileiro e estar em conformidade com seus direitos civis e políticos;
ser maior de 25 anos
morar na cidade em que pretende exercer a profissão há mais de 5 anos
ter idoneidade comprovada com apresentação de carteira de identidade e de certidões negativas dos distribuidores, no Distrito Federal, da Justiça Federal e das varas criminais da justiça local.
Características desejáveis
 desenvoltura
 capacidade de improviso
 alto poder de convencimento
 boa voz
 excelente dicção
 expressão corporal adequada, que complemente sua fala persuasiva
 eloqüência
 honestidade com relação aos bens a serem vendidos
 credibilidade
Qual a formação necessária para ser leiloeiro?
 Não há requisitos específicos de formação educacional no decreto n° 21.981, de 19 de outubro de 1932, que regulamenta a profissão de leiloeiro. Porém, o profissional precisa estar inscrito nas Juntas Comerciais dos Estados( órgãos subordinados ao DNRC - Departamento Nacional de Registro do Comércio), que permite a atuação de algumas empresas e profissões no país e exige que para praticar atividade de leiloeiro, o profissional deve ser, no mínimo, alfabetizado. Por outro lado, apesar de não exigir formação cultural para o exercício da profissão, é comum, nos dias de hoje, a atuação de leiloeiros altamente instruídos e de vasta cultura. Isso ocorre devido a forte concorrência entre os profissionais, que acaba selecionando aqueles com maior "bagagem cultural", que podem oferecer mais detalhes sobre produtos a serem leiloados, aumentando sua credibilidade e postura crítica.
Principais atividades
A principal atividade desenvolvida pelo leiloeiro é a intermediação na venda de bens, que podem ser:
antiguidades, relíquias e objetos históricos
 objetos de arte, como tapetes, quadros, vasos, etc
 artigos de decoração
 carros
 imóveis
 animais como bois, vacas, cavalos e éguas
Para tanto, exige a norma da profissão que o leiloeiro confirme a venda para aquele que oferecer melhor proposta financeira, exigindo do profissional a publicação de edital de venda e a responsabilidade, em regra, pela guarda dos bens até sua venda efetivada.
Áreas de atuação e especialidades
O profissional pode trabalhar em casas de leilão, que são galpões fechados onde ocorre o arremate dos produtos oferecidos. Para isto, ele pode ser contratado por bancos, instituições públicas e judiciais ou ainda por particulares que desejam vender seus bens. Ele ainda pode atuar dentro de sua própria casa ou daquele que solicita seus serviços.
Mercado de trabalho
Atualmente, com a evolução dos meios digitais de leilão - que não têm a intermediação do profissional - o leiloeiro precisa, mais do que nunca, afirmar-se na profissão, sendo excelente naquilo que faz para não perder espaço.
 A larga parcela das instituições recruta a mão- de- obra de leiloeiros para suas vendas: financeiras que tomaram bens de inadimplentes ou que promovem a venda de bens próprios; instituições públicas; bem como as vendas judiciais, um segmento crescente deste mercado de trabalho.
Curiosidades
A atividade de leiloeiro é regrada pela lei, desde 1850, na Lei nº 556, que instituiu o primeiro Código Comercial Brasileiro. Em 1932, o código foi revisado e passou a vigorar o Decreto 21.981, desse ano.
Porém, ao estudar a lei, não se imagina quão antiga é a profissão. Segundo historiadores, como o grego Heródoto, os primeiros leilões registrados e aceitos ocorreram na Babilônia, por volta de 500 a.C. Era realizado um leilão por ano das mulheres em idade de casar e aquelas mais bonitas atraíam grande interesse por parte dos licitantes (aqueles que desejam a compra). Já as menos atraentes eram negociadas juntamente de camelos e ovelhas, chamados de "dotes", para estimular os compradores. Ainda na Babilônia, realizavam-se nesta época, leilões de escravos, atividade que perdurou na História, até o final do século XIX.
Brasil Profissões.


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