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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

DESTINO MANIFESTO

A doutrina do “Destino Manifesto” é uma filosofia que expressa a crença de que o povo dos Estados Unidos foi eleito por Deus para comandar o mundo, sendo o expansionismo geopolítico norte-americano apenas uma expressão desta vontade divina.
Em meio a esta ideia de predomínio mundial norte-americano estava também a ideia do destino norte-americano de predominar sobre os povos da América Latina, pois estes estão localizados no mesmo continente e não terem desenvolvido a capacidade de exercer domínio sobre outros povos, o que era sintetizado em “Be strong while having slaves“, frase de propaganda política do século XIX que tinha como principal objetivo demonstrar o quanto a cultura dos EUA era atraente e digna de apreço, fazendo uma imagem de que o país seria o melhor do mundo, com os melhores e mais preparados indivíduos, e, em última instância, fazer com que os cidadãos de outros países passassem a desprezar suas próprias pátrias, adorando o ideal americano de progresso e superioridade.
A frase é creditada ao jornalista nova iorquino John L. O’Sullivan na sua publicação de julho/agosto de 1845, United States Magazine and Democratic Review, em um ensaio entitulado “Annexation”, tratando da questão do Texas, e sua iminente adesão à União.
O termo seria perpetuado através do tempo, justamente pelas ações político-militares norte-americanas, que pareciam seguir à risca tal orientação, tornando-se bastante apropriado para descrever a expansão territorial deste país, que se deu, primeiramente, na segunda metade do século XIX, em meio à anexação do norte do México aos EUA, e depois, no fim do mesmo século com a guerra contra a Espanha. A própria imprensa do país iria se utilizar fartamente deste conceito, utilizando-o para defender as atitudes muitas vezes arbitrárias de seu governo.
O uso desta doutrina seria oficialmente abandonado em 1850, apenas para ser revivida em 1880, passando então a ser amplamente utilizada pelos políticos da época, em meio à corrida colonial promovida pelas potências europeias. Após a realização de suas ambições, tanto o meio político como a mídia norte-americana em geral irá mais uma vez “enterrar” a doutrina, embora muitos especialistas acreditam que certas ideias do Destino Manifesto façam parte do ideário político-militar estadunidense até hoje, estando presente em muitas das ações unilaterais controversas realizadas pelo seu governo através das décadas. Como prova de tal persistência dos ideais do Destino Manifesto dentro da esfera de poder máxima do país, é flagrante observar os conceitos postos em discursos de líderes norte-americanos através do tempo, com destaque para as palavras de James Buchanan, em seu discurso de posse como presidente norte-americano, em 1857, e as de Colin Powell, secretário de estado do governo George W. Bush, em 2004:
“A expansão dos Estados Unidos sobre o continente americano, desde o Ártico até a América do Sul, é o destino de nossa raça (…) e nada pode detê-la”. – Buchanan.
“O nosso objetivo com a Alca é garantir para as empresas norte-americanas o controle de um território que vai do Pólo Ártico até a Antártida“.  – Powell.
Emerson Santiago

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

FAVELAS NO BRASIL

A primeira favela  no Brasil, segundo dados do governo, surgiu no morro da Providência, no centro da cidade do Rio de Janeiro, em 1897. O morro da Providência fora ocupado inicialmente pelos soldados da Guerra de Canudos, e que exigiam do governo a casa própria como premiação.
Na época, o governo não tinha verba para a construção de casas autorizando que os soldados construíssem barracos de madeira no local. No mesmo ano, já havia surgido a favela do morro de Santo Antônio, no centro do Rio.
O morro de Santo Antônio fora destruído para construir o aterro do Flamengo, em 1960. Segundo o IBGE, mais de 10 milhões de pessoas vivem em favelas.
Estudos da ONU projetam que até o ano de 2020, haverá 1,4 bilhão de pessoas vivendo em favelas em todo o mundo, sendo 162 milhões na América Latina. Cerca de 52,3 milhões de pessoas vivem em favelas no Brasil.
Grande parte das pessoas que vivem em favelas brasileiras possuem renda média de até 3 salários mínimos. Grande parte das moradias construídas no Brasil, ocorrem de forma precária e em locais vulneráveis à enchentes e falta de saneamento básico.
O Brasil ainda carece de políticas habitacionais à todos os níveis de renda, e que subsidie a população para construção e reformas de moradias seguras e dignas.
Fernando Rebouças